Acesso às principais atracções turísticas serão cobradas

O ministro da Hotelaria e Turismo, Paulino Baptista. (Foto: D.R.)

O Executivo angolano está a criar mecanismos para cobrar taxas no acesso às principais zonas turísticas do país com vista à rentabilização dos espaços e arrecadação de receitas para o Estado.

Sem adiantar prazos para a concretização deste plano, o ministro da Hotelaria e Turismo, Paulino Baptista, disse que a medida já foi aprovada em reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros e será regulamentada em conjunto com o Ministério da Administração do Território, os Governos provinciais e as administrações locais.

“Cobrar as taxas nos atractivos municipais é uma questão de tempo”, afirmou. O governante acrescentou que, no âmbito desta medida, vão ser estudados os municípios do país com maior número de atracções turísticas para constituir serviços turísticos de apoio.

Desde já, podem destacar-se como zonas turísticas prioritárias a serem exploradas, o Pólo de Kalandula, Cabo Ledo, Mussulo e Okavango-Zambeze. Numa estratégia de diversificação da economia, dependente das exportações de petróleo, e das suas receitas, a meta do Executivo passa por atingir um milhão de trabalhadores e 4,7 milhões de turistas (valor acumulado) até 2020.

Quanto ao assunto, o director-geral do Instituto de Fomento Turístico (Infotur), Eugénio Clemente, defende a necessidade de se captar recursos para a promoção externa e o desenvolvimento do sector, nomeadamente pela introdução de portagens no acesso aos principais pontos turísticos.

Eugénio Clemente referiu-se aos “elevados custos” da promoção do turismo e da elaboração, por exemplo, de planos de marketing. Isto tendo em conta, por outro lado, os diferentes e vários espaços turísticos de Angola, como os identificados em 2014 na eleição das sete maravilhas naturais do país.

“Hoje, visitar Kalandula, quem chega entra e sai e não deixa nada, tem de deixar. Temos de pensar numa portagem para Kalandula, numa portagem para a fenda da Tundavala. Não me sai da cabeça a ideia de um dia termos uma portagem para quem entra na ilha de Luanda, que é uma zona turística de grande valência”, defende o director-geral do Infotur.

As sete maravilhas naturais de Angola foram anunciadas em Maio de 2014 e entre estes locais figuram a fenda da Tundavala e as quedas de Kalandula, duas das mais conhecidas internacionalmente, nas províncias da Huíla e Malanje, respectivamente. A comissão Económica e da Economia Real do Conselho de Ministros, aprovou o Plano Operativo do Turismo 2016/2017.

Quanto aos principais indicadores, Paulino Baptista disse que a rede hoteleira nacional é composta por 187 hotéis, 1.200 meios complementares de alojamento e mais de quatro mil restaurantes e similares. Sobre a capacidade de alojamento, conta com 24.390 quartos, 32.844 camas, 200 agências de viagens e 200 rent-a-car e emprega 219.349 pessoas. Em 2015, Angola recebeu 592.495 turistas. (opais)

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