Abertura dos mercados: Euro em queda, bolsas e petróleo sem tendência definida

(Bloomberg)

As principais praças europeias estão a negociar sem uma tendência definida. Sentimento idêntico verifica-se na negociação do petróleo. O euro, por outro lado, perde terreno face à divisa norte-americana.

Os mercados em números

PSI-20 cede 0,02% para 4.978,56 pontos

Stoxx 600 avança 0,10% para 350,48 pontos

Nikkei avançou 0,98% para 17.234,98 pontos

“Yield” a 10 anos de Portugal soma 1,2 pontos base para 3,082%

Euro desce 0,11% para 1,1126 dólares

Petróleo recua 0,44% para 49,54 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias sem tendência definida

As principais praças do Velho Continente estão, esta terça-feira, a negociar sem uma tendência definida. Quer as valorizações, quer as quedas são bastante ligeiras. O índice francês CAC40 lidera as desvalorizações, ao deslizar 0,10%, seguido do germânico DAX, que perde 0,05%. Por outro lado, o britânico Footsie é o que mais soma, ao avançar 0,19%. O Stoxx 600, índice de referência, ganha 0,10%.

Na Ásia, a sessão foi de ganhos, com as bolsas a serem impulsionadas pelo optimismo dos investidores em relação à economia mundial. O mercado acredita que a economia global está suficientemente forte para suportar uma subida das taxas de juro nos Estados Unidos da América, de acordo com a Bloomberg. No Japão, o Nikkei encerrou a subir 0,98% e o Topix avançou 1,01%.

Juros em alta ligeira

Os juros da dívida pública portuguesa no mercado secundário estão a subir em quase todos os prazos. A dez anos, a maturidade considerada de referência, as “yields” estão a subir 1,2 pontos base para 3,082%. Este comportamento tem lugar numa altura em que vários países já recorreram a emissões de divida quase perpétua à qual, dizem os analistas, é difícil que Portugal venha a recorrer.

Os juros alemães, no mercado secundário, estão a subir em todos os prazos. A dez anos, as “yields” somam 1,9 pontos base para 0,19%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 287,3 pontos.

Dólar em alta

A moeda norte-americana está a ganhar terreno face às principais congéneres. O fortalecimento do dólar está a ser impulsionado pelas perspectivas de uma subida dos juros por parte da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) a breve prazo. Essa hipótese foi admitida por vários elementos da Fed. O euro, por esta altura, desliza 0,11% para 1,1126 dólares.

Petróleo aproxima-se da maior série de ganhos mensais em cinco anos

O petróleo está a aproximar-se da maior série de ganhos mensais em cinco anos, numa altura em que as perturbações na Nigéria e no Canadá reduziram a oferta existente no mercado de matéria-prima. Esta quinta-feira, os Estados-membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) reúnem-se em Viena para debater a produção do cartel. Todavia, por esta altura, nos mercados internacionais os preços do petróleo negoceiam sem uma tendência definida. O West Texas Intermediate soma 0,39% para 49,52 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações europeias, desce 0,44% para 49,54 dólares por barril.

Ouro interrompe quedas
A cotação do ouro está a subir pela primeira vez em dez sessões, com os investidores a aguardarem por dados económicos relativos à economia norte-americana que podem indicar quando é que a Fed vai alterar as taxas de juro. O ouro para entrega imediata soma 0,64% para 1.212,62 dólares por onça.

Destaques do dia

Aniversário Negócios: 13 anos, 13 capas. O Negócios fez-se diário há 13 anos. Uma viagem pela história recente de Portugal em 13 edições.

Aniversário Negócios: O que é que Portugal tem de fazer para não depender da sorte? Esta terça-feira, no 13º aniversário da edição impressa diária do Jornal de Negócios, colocámos um desafio a dezenas de personalidades da sociedade portuguesa, a resposta à questão: O que é que Portugal tem de fazer para não depender da sorte?

Lucros das cotadas com melhor arranque de ano desde antes da crise. As cotadas do PSI-20 tiveram um lucro acumulado de 850 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, os melhores resultados desde o período anterior ao início da grande crise financeira de 2008.

Resultados trimestrais puxaram pela bolsa? Foram indiferentes. As empresas do PSI-20 lucraram mais no primeiro trimestre do ano e obtiveram mesmo os melhores resultados desde 2007. Mas a bolsa ficou indiferente à melhoria dos resultados líquidos das cotadas.

Prejuízos da Pharol aumentam 53% para 66 milhões de euros até Março. Os resultados foram impactados pelos prejuízos da Oi, que mais que triplicaram no primeiros trimestre. O cancelamento da opção de compra de 10% também teve impacto nas contas da Pharol.

Portugal de fora das emissões de dívida “perpétua”. Cinco países europeus já emitiram em 2016 dívida com prazos a 50 e 100 anos. Um grupo no qual a Bélgica aparece até como repetente. O ambiente de juros baixos continua a estimular as emissões dos Estados, num mercado repleto de investidores sedentos de retornos atractivos.

O que vai acontecer hoje

Resultados na Europa. A alemã Volkswagen apresenta ao mercado os resultados relativos aos primeiros três meses do ano.

Dados na Alemanha. A maior economia da Europa estará em destaque, esta terça-feira, dia em que serão conhecidas as vendas a retalho, relativas a Abril, e também a taxa de desemprego, referente a Maio. Os economistas consultados pela Bloomberg antecipam que esta se mantenha nos 6,2%.

Indicadores na Zona Euro. O Eurostat publica, esta terça-feira, a taxa de desemprego, de Abril, que segundo as previsões terá ficado inalterada nos 10,2%. Além disso, será conhecido o índice de preços no consumidor, relativo a Maio.

Contas nacionais portuguesas. O INE publica as contas nacionais trimestrais, onde consta a evolução do PIB, no primeiro trimestre.

Economia nos EUA. Do outro lado do Atlântico, será conhecido o índice S&P/Case-Shiller de preços na habitação, relativo a Maio, o índice de gestores de compras elaborado pela Fed de Chicago, referente a Maio, e o índice de confiança dos consumidores, também relativo a Maio. (Jornal de Negocios)

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