Abertura dos mercados: Bolsas, euro e petróleo seguem com sinal vermelho

(Bloomberg)

As bolsas europeias estão a ser pressionadas pelas empresas do sector automóvel e tecnológico, numa altura em que a descida do petróleo também penaliza as cotadas da energia. O euro segue em queda face ao dólar.

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,14% para 4.823,47 pontos

Stoxx 600 perde 0,37% para 335,45 pontos

Nikkei desvalorizou 0,94% para 16.498,76 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,8 pontos base para 3,073%

Euro recua 0,15% para 1,1203 dólares

Petróleo em Londres desce 0,60% para 48,06 dólares o barril

Sectores automóvel e tecnológico pressionam bolsas

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta terça-feira, 24 de Maio, pressionadas sobretudo pelas cotadas do sector automóvel e tecnológico. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, cai 0,37% para 335,45 pontos.

Por cá, o PSI-20 desce 0,14% para 4.823,47 pontos, penalizado pelo grupo EDP e BCP. O banco liderado por Nuno Amado perde 0,95% para 3,12 cêntimos, a EDP recua 0,56% para 2,827 euros e a EDP Renováveis desce 0,5% para 6,761 euros.

Juros em baixa ligeira
Os juros da dívida pública portuguesa estão em baixa ligeira, acompanhando a tendência da generalidade dos países europeus. A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos cai 0,8 pontos base para 3,073%, enquanto a cinco anos a queda é de 0,4 pontos para 1,810%.

Euro cai pela segunda sessão

A moeda única europeia está a negociar em queda face ao dólar pela segunda sessão consecutiva, numa altura em que crescem as expectativas de que a Reserva Federal norte-americana poderá subir novamente os juros em Junho.

Esta segunda-feira, o presidente da Fed de São Francisco, John Williams, e o presidente da Fed de Filadélfia, Patrick Harker, admitiram antecipar duas ou três subidas da taxa directora este ano.

O euro desce 0,15% para 1,1203 dólares.

Petróleo em queda antes dos dados das reservas

O petróleo negoceia com sinal vermelho nos mercados internacionais, antes de serem conhecidos os dados das reservas de crude dos Estados Unidos que, segundo os analistas consultados pela Bloomberg, deverão ter diminuído em dois milhões de barris na semana passada. A Administração de Informação de Energia divulga os números esta quarta-feira.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 0,58% para 47,80 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, desvaloriza 0,60% para 48,06 dólares.

Ouro com maior série de quedas desde Novembro

O metal precioso está a negociar em queda pela quinta sessão consecutiva, a mais longa série de perdas desde Novembro. O ouro contraria a evolução do dólar norte-americano, que está a ser impulsionado pela expectativa de uma nova subida dos juros pela Fed já no próximo mês.

O ouro cai 0,32% para 1.245,09 dólares por onça, enquanto a prata desce 0,53% para 16,2973 dólares.

Destaques do dia

Lucros da Mota-Engil disparam para 64 milhões com venda da Tertir. Os resultados líquidos da construtora aumentaram 1.783,1% no primeiro trimestre de 2016, influenciados pela venda do negócio portuário e de logística – por 245 milhões de euros – que gerou uma mais-valia de 63 milhões de euros.

BCE: Juros baixos justificam estado de alerta na tomada de risco pelos bancos. A adaptação dos bancos à nova realidade poderá levá-los a uma excessiva tomada de risco. Por isso, o BCE defende uma atenção redobrada.

Depósitos das grandes empresas já pagam em Espanha. As taxas negativas estão a levar os bancos espanhóis a exigirem juros nas aplicações de elevado valor. Em Portugal, os depósitos não podem pagar.

MetLife “é uma empresa compradora”. A Fosun comprou a Fidelidade. A Apollo adquiriu a Açoreana e a Tranquilidade. A Axa passou a estar nas mãos da Ageas. Os últimos anos foram marcados por várias operações de consolidação no sector.

Óscar Herencia: “Um dia, os seguros terão só uma ou duas exclusões”. Melhorar a informação e a transparência dos produtos é uma obrigação do sector, acredita Óscar Herencia. Para o responsável da MetLife, o caminho está na simplificação.

CaixaBank já tem 44,81% do BPI. O grupo catalão adquiriu 0,101% do BPI entre 13 e 17 de Maio último, passando a deter 44,81% do banco, informou o CaixaBank. Aquisições foram feitas a preços que oscilaram entre 1,105 e 1,111 euros por título, valor abaixo da OPA sobre o BPI.

O que vai acontecer hoje

Ibersol. Divulgação dos resultados relativos ao primeiro trimestre.

Grécia. Ministros das Finanças discutem a conclusão da revisão ao programa de assistência financeira à Grécia. Um encontro que será seguido por uma reunião dos ministros das Finanças de toda a União Europeia.

HP. Divulgação dos resultados relativos ao primeiro trimestre. (Jornal de Negocios)

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