A quarta maior ponte do país

A quarta maior ponte do país, localiza-se na província do Namibe (Foto: D.R.)

A Sociedade de Empreendimentos e Obras Públicas (SEOP), apresentou em Fevereiro, no Namibe, a segunda maior ponte da província e a quarta maior do país. Localizada na estrada nacional 280, a ponte sobre o rio Giraúl, no Namibe, foi desenvolvida plenamente em curva, tem 8 metros de altura, duas faixas de rodagem, 605 metros de comprimento e está orçada em mais de 4 mil milhões de kwanzas.

Situada na estrada nacional 280, a quarta maior ponte do país liga as províncias do Namibe e Huíla. Foi construída no âmbito do programa de acções do Ministério da Construção e entregue pela SEOP, com um prazo de antecipação de 4 meses. Segundo Alexandre Baptista, engenheiro e director técnico da SEOP, a obra, orçada em mais de 4 mil milhões de kwanzas, vai permitir um aumento significativo no tráfego de viaturas e pessoas, contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico da região e articulação entre as duas províncias.

O director técnico da SEOP esclarece ainda que a infraestrutura é essencial para a passagem de  muitos veículos pesados, como é o caso dos que transportam combustíveis com destino à Huíla e com a maior parte dos que chegam ao Kuando Kubango, que saem da base de combustíveis da Sonangol no Namibe. A nova ponte, inaugurada pelo governador do Namibe, Rui Falcão, com dupla faixa de rodagem, 8 metros de altura e com passagem para peões nos dois sentidos, tem um tempo de vida estimado em 50 anos e foi edificada em substituição da ponte que, em Março de 2011, foi devastada pelas cheias ocorridas naquele território.

O engenheiro Alexandre Baptista explica que a estrutura teve o seu início de construção em Outubro de 2014, estando a conclusão prevista para Maio deste ano, pelo que a obra foi entregue em tempo recorde. A ponte sobre o rio Giraúl foi construída pela Sociedade de Empreendimentos e Obras Públicas SEOP, no âmbito do programa de desenvolvimento 2013-2017, no que respeita à construção de infraestruturas rodoviárias, as quais visam melhorar as condições de vida da população e estimular o desenvolvimento económico do Pais.

Feita num bloco pré-fabricado, apresenta a particularidade de ser única no conceito em curva, elucida Alexandre Baptista, que adianta que um dos elementos fundamentais é a garantia de que as avalanches de água provenientes das bacias sejam escoadas de forma prática sem correr o risco de obstrução, incluindo as respectivas secções de vazão do rio. Para Júlio Mata, assessor do PCA da SEOP, a empresa concluiu um trabalho que vai dar um contributo positivo à região. Os transtornos causados antes da conclusão da obra estão eliminados.

No que respeita à mão-de-obra, Alexandre Baptista esclareceu que para a conclusão da obra foram contratados 150 trabalhadores nacionais e 40 expatriados, confessando esperar com ansiedade o surgimento de mais projectos de grande dimensão para que mais empregos sejam criados, especialmente para a juventude. O tipo de estrutura adoptada (pré-fabricada), explica, permitiu uma solução construtiva que garante elevadas condições de segurança.

Infraestruturas que ligam o país

infraCom forte presença na província do Namibe, a SEOP, empresa angolana que actua no sector da construção em Angola, tem realizado inúmeras obras e infraestruturas que ligam o país e destapam caminhos rumo ao desenvolvimento de Angola. Depois da recente obra terminada no Namibe, a SEOP concluiu as obras de Lubango – Bentiaba (105km), troço Bentiaba-Lucira (65km), sendo que a estrada Namibe Tômbwa (93km) se encontra paralisada, com apenas 50% executado.

Também a estrada da Baía das Pipas se encontra paralisada. A SEOP desenvolve actualmente a 2ª circular em Luanda (34km), Xangongo – Calueque (92km), Sanza – Pombo (84km) e Infraestruturas Bengo – Mabubas. Júlio Mata acentua que a empresa actua em várias áreas de negócio, entre as quais as vias de comunicação, urbanização e infraestruturas, hidráulicas, edifícios e consultoria técnica.

Uma relação de confiança

O presidente da SEOP, Ivan de Morais, considera que a instituição que dirige construiu uma obra de que se orgulha. “Refiro – me à construção de uma relação de confiança junto de todo o mercado e, principalmente, junto de todo o povo angolano. E esta é, sem sombra de dúvidas, a mais verdadeira e importante obra pública que poderíamos ter erguido”, disse o responsável. Ivan de Morais garante que o grupo procura manter uma relação duradoura e de parceria com todos os agentes do mercado, firmada numa verdadeira e permanente cultura da qualidade e confiança. “Acredito que a SEOP está e estará cada vez mais preparada para continuar a desenvolver as suas competências”.

ONDE OPERA A SEOP

VIAS DE COMUNICAÇÃO: Construção e reabilitação de redes rodoviárias, terraplanagens, aterros e desaterros de grandes dimensões e sinalização rodoviária.

URBANIZAÇÃO E INFRAESTRUTURAS: Condutas distribuidoras e adução de água, colectores de águas residuais, colectores de águas pluviais, estações elevatórias de águas residuais, estações elevatórias de águas, órgãos de rede, redes elétricas, redes de telecomunicações e redes de gás.

HIDRÁULICAS: Regularização de leitos de rio e obras acessórias de contensão e emissários.

EDIFÍCIOS: Construção, reabilitação e remodelação de edifícios habitacionais e indústrias: Postos de abastecimento de combustíveis; escolares e de serviços, centros de distribuição, hospitais e parques de estacionamento.

CONSULTORIA TÉCNICA: Elaboração e supervisão de projectos de arquitectura e engenharia civil, actividades de consultadoria.

O ENGENHEIRO DA OBRA

alexandreAlexandre Baptista, mais conhecido por engenheiro “Xana”, nasceu em 1960, em Angola, onde fez a sua formação em engenharia civil na Universidade Agostinho Neto. Actualmente exerce o cargo de director técnico da SEOP e está envolvido no trabalho de obras e projectos, que estão a ser executados de Cabinda ao Cunene, desde 1980. Desenvolveu e dirigiu obras militares já no tempo de guerra, o que teve grande significado. “O meu tempo de formação foi de grande privilégio porque apanhei os professores que já vinham do tempo colonial”. (EXAMEANGOLA)


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