300 mil migrantes dedicam-se à exploração de diamante na Lunda norte – Relator da ONU

François Crépeau - Relator especial das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos dos Migrantes (Foto: Clemente dos Santos)

Pelo menos 300 mil migrantes se dedicam à exploração de diamantes na província da Lunda Norte, encontrando-se a maioria em situação ilegal, anunciou hoje, terça-feira, o relator especial das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos dos Migrantes, François Crépeau.

O responsável da ONU fez este pronunciamento na conferência de imprensa destinada a balancear a visita de oito dias a Angola, a convite das autoridades governamentais.

François Crépeau afirmou que com vista a conter este fenómeno, as autoridades angolanas têm em carteira a criação de cooperativas de exploração de diamantes, assim como criar mecanismos para a compra desse bem no mercado informal.

O alto funcionário das Nações Unidas referiu que a maioria dos migrantes residentes em Angola se dedica ao mercado informal, com destaque para a exploração de diamantes.

Informou que durante os contactos que manteve com as autoridades governamentais, tomou conhecimentos dos muitos desafios que Angola enfrenta, com vista a diversificação da sua economia, visto ter saído a poucos anos de um longo conflito armado.

Na ocasião, negou a existência de crianças nos centros de detenção para estrangeiros nas províncias de Luanda, Cabinda e Lunda – Norte.

Referiu que foi informado que as autoridades angolanas, tendo em conta o cumprimento da Convenção Internacional dos Direitos da Criança, adoptou medidas de forma a evitar a detenção de migrantes, acompanhados de petizes.

Realçou que tomou conhecimento que os cidadãos estrangeiros detidos em situação irregular, nas províncias de Cabinda e da Lunda Norte, são repatriados no mesmo dia.

Durante a sua visita de oito dias a Angola, o perito encontrou-se com vários membros do Executivo e responsáveis pelos migrantes, bem como com organizações internacionais e da sociedade civil. (ANGOP)

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