Tragédia na Índia: 24 mortos na derrocada de viaduto em Calcutá

(EURONEWS)

Pelo menos 24 pessoas morreram e quase uma centena ficou ferida após a derrocada de um viaduto, quinta-feira, em Calcutá, no leste da Índia. O balanço foi atualizado esta sexta-feira de manhã pelo Inspetor-geral adjunto da Força indiana de Proteção Civil e Resposta Nacional a Desastres Naturais (NDRF, na sigla original), Shri S. S. Guleria, citado pela agência de notícias local ANI.

As operações de busca e salvamento e prosseguem no local do acidente, com 10 equipas da NDRF. “A esperança de encontrar mais sobreviventes entre os destroços do viaduto é cada vez mais remota”, revelou o diretor-geral da NDRF, O. P. Singh. A prioridade, acrescentou. S. S. Guleria, é recuperar todos os eventuais cadáveres ainda soterrados, o que, a acontecer, poderá agravar o já trágico balanço de mortos.

“Alguns dos destroços estão a ser removidos e estamos a assegurar que não há mais cadáveres soterrados. As operações, a esta altura, cingem-se à recuperação de cadáveres e à remoção de destroços”, afirmava S. S. Guleria à ANI, numa altura em que o balanço era ainda de 23 mortos.

As causas deste acidente estão ainda por apurar. A agência ANI está a adiantar também que cinco elementos da polícia indiana já se terão deslocado a Hyderabad, quase 1500 quilómetros a sul de Calcutá, para interrogar os responsáveis da IVRCL, a companhia responsável pela obra em curso de construção do viaduto agora em ruínas.

Numa primeira reação, horas após o acidente, um dos responsáveis da IVRCL, A. G. K. Murthy, citado pela Reuters, garantiu que a empresa ficou “em estado de choque”, alegou que a construtora não recorreu a “material de qualidade inferior” e garantiu que a empresa “vai cooperar nas investigações.”

O viaduto, com cerca de 2 quilómteros de comprimento, estava em construção desde 2009 e já ultrapassou vários dos prazos propostos no plano de execução. A ministra do estado de Bengala Ocidental, cuja capital é Calcutá, aponta o dedo ao anterior executivo estatal, que adjudicou a obra em 2007, mas a edição indiana do jornal britânico Telegraph noticiou em novembro a promessa de Mamata Banerjee em inaugurar o viaduto no passado mês de fevereiro, apesar de à altura ainda faltar concluir mais de 20 por cento de uma obra já com um atraso de 62 meses.O Governo indiano anunciou, entretanto, uma compensação de 500.000 rúpias (cerca de 6600 euros) para os familiares mais próximos das vitimas mortais da queda do viaduto e de 200.000 rúpias (2650 euros) para os feridos mais graves. A derrocada de cerca de 100 metros da infraestrutura aconteceu quinta-feira, pelas 12h30, hora local (08h em Lisboa), e as imagens captadas do momento são impressionantes. (EURONEWS)

por Francisco Marques | com ANI, TIMES OF INDIA, REUTERS

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