Soares considera caso das bofetadas “uma palhaçada”

(JOSÉ COELHO/LUSA)

O ex-ministro da Cultura insiste que não deixa que lhe limitem a liberdade de expressão e que vai tirar um ou dois dias para ir para Paris ou para o Algarve.

O caso das bofetadas que levou à sua demissão, não passou de “uma palhaçada” para João Soares. O antigo ministro disse ao Expresso que se demitiu porque “acredita no projeto de António Costa”, mas também porque não quer ver a sua liberdade de expressão limitada por um cargo. Promete entrevista nas próximas semanas para esclarecer tudo.

Na edição deste sábado do Expresso, João Soares afirma que aos 66 anos “nunca deixou de dizer fosse o que fosse que pensasse”. “Só aceito que me respeitem assim”, garantiu o socialista qualificando o caso das bofetadas (prometidas aos colunista do Público, Augusto M. Soares e Vasco Pulido Valente) como “uma palhaçada” e não terá gostado da maneira como o primeiro-ministro repreendeu a sua ação publicamente.

Soares foi ter com Costa a São Bento na manhã de ontem e demitiu-se antes de o primeiro-ministro partir para o Porto. João Soares vai agora tirar dois ou três dias para descansar, estando a ponderar uma uma ida a Paris ou dois ou três dias no Algarve. O antigo ministro promete mais esclarecimentos quando voltar numa entrevista na televisão.

Em entrevista ao DN e à TSF – que será publicada na íntegra no domingo – António Costa afirmou que João Soares “teria autoridade [para continuar], com certeza”. No entanto, o Público avança que o primeiro-ministro já estaria insatisfeito com a ação do ministro e que não terá concordado com a forma como João Soares anunciou a demissão de António Lamas nem com a nomeação de Elísio Summavielle, novo presidente do CCB. (OBSERVADOR)

por Caterina Falcão

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