Senado fecha comissão para impeachment de Dilma

Vista geral do Senado, em Brasília, no dia 25 de abril de 2016 (AFP)

O Senado elegeu, nesta segunda-feira, a comissão especial que vai analisar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, início de uma deliberação que pode afastá-la do cargo em poucas semanas.

Depois de uma fragorosa derrota na Câmara de Deputados em 17 de abril, a eventual continuidade do processo de impeachment será analisada por uma comissão de 21 senadores que começarão a trabalhar nesta terça-feira. Eles terão até dez dias úteis para chegar a uma conclusão e fazer sua recomendação à plenária do Senado.

Se a maioria dos senadores ratificar a decisão da Câmara, em uma votação prevista para meados de maio, Dilma Rousseff será afastada do cargo por até 180 dias à espera de uma sentença definitiva. Enquanto isso, segue o processo de impeachment propriamente dito, e o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) assume.

A presidente Dilma é acusada de maquiar as contas públicas em ano eleitoral, o que ela nega, alegando que fez uso de práticas contábeis legais já usadas por seus antecessores. Dilma e o PT sustentam que são vítimas de um “golpe” parlamentar orquestrado pela oposição e pelo ex-aliado PMDB.

Pelo menos 45 dos 81 senadores que vão analisar as denúncias contra Dilma enfrentam uma, ou mais, ações na Justiça. Doze deles são investigados pelo Supremo por envolvimento no megaescândalo da Petrobras, entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Melo (PTC-AL), de acordo com levantamento do site Congresso em Foco. (AFP)

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