Reinauguração da Fortaleza de Kambambe marca Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

ruínas da Fortaleza de kambambe (Foto: Diniz Simão)

A reinauguração e descerramento da placa de classificação como monumento, do primeiro edifício da paróquia de Nossa Senhora do Rosário (Fortaleza de Kambambe) marcou hoje, segunda-feira, o acto central comemorativo do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, acto a ser presidido pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira.

A fortaleza beneficiou de obras de restauro, numa iniciativa da empreiteira brasileira Odebrecht.

O programa comemorativo contempla ainda uma exposição fotográfica que retrata o património cultural da região e exibição de um vídeo retratando a imagem do templo desde a era colonial até a data presente.

Durante a jornada serão igualmente outorgados diplomas de mérito a entidades que contribuíram para o desenvolvimento da cultura no município de Kambambe (Cuanza Norte).

O projecto de recuperação da Fortaleza de Kambambe enquadra-se no programa de preservação e revalorização do património histórico, arqueológico e cultural do Corredor do Kwanza gizado pelo Ministério da Cultura.

A intenção do Ministério da Cultura é preservar, reforçar e proteger o património histórico, cultural, arqueológico e arquitectónico do corredor do Kwanza e das ruínas de Kambambe, associando a sua estabilização e estratégias de desenvolvimentos económicas, sociais e culturais, através do turismo, do meio ambiente e do desenvolvimento urbano.

Esta fortificação foi erguida por forças portuguesas em 1604, no contexto da penetração e conquista do interior do território angolano pela via do rio Kwanza, o maior do país, assegurando a defesa do presídio (estabelecimento de colonização militar) então fundado.

A ocupação da região das serras de Kambambe custou muito aos Portugueses, em virtude da resistência oferecida pelos nativos à conquista estrangeira.

Além de materializar a presença militar Portuguesa, o presídio constituiu-se num activo entreposto de mercadorias e de escravos capturados na região, aguardando pelo seu transporte para o continente Americano.

Reza a história que até meados do século XIX o presídio e a sua guarnição foram governados por um Capitão-mor.

As ruínas de Kambambe foram classificadas como Monumento Nacional pelo Decreto Provincial n° 67, de 30 de Maio de 1925. (ANGOP)

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