Queimadas e abate de árvores contribuem na degradação dos solos

Engenheiro Armando Valente (Foto: Pedro Parente)

O engenheiro agrónomo, Armando Valente, considerou hoje (terça-feira), em Luanda, a prática de queimadas e do abate indiscriminado de árvores e animais nas zonas aráveis como factores que têm contribuído para degradação dos solos em Angola.

Em entrevista à Angop, o especialista justificou que estas práticas desregradas prejudicam a crusta terrestre por eliminar os nutrientes como as minhocas e as bactérias orgânicas existentes na terra, comprometendo cada vez mais a vida da presente e das futuras gerações.

“As queimadas representam um perigo para degradação dos solos porque acabam com a água e a vegetação no planeta, provocando uma erosão hídrica ou eólica na terra”, acrescentou.

A necessidade de criar-se sistemas electrónicos com recurso a GPS e satélites de detenção e monitoramento de queimadas também foi defendida pelo Armando Valente.

O agrónomo afirmou que a prática da agricultura desregrada, de livre arbítrio e entregue as pessoas sem informação nem formação poderá comprometer o sucesso das futuras gerações por causa dos erros que estão ser cometidos actualmente.

Considerou igualmente o abate indiscriminado de árvores para fazer carvão como uma das vias mais céleres de destruir a terra.

“Se nós desenvolvermos a agricultura de forma estruturada e o campo receber da agricultura aquilo que espera poderemos diminuir o abate indiscriminado de árvores para fazer o carvão e a madeira”, afirmou.

Para Armando Valente, deve-se desenvolver acções económicas úteis que desencorajam as pessoas a não recorrerem as queimadas como meio de obter carne ou prática de fazer a agricultura de subsistência.

Defendeu a estruturação de uma agricultura assente no conhecimento científico e tecnológico, assim como a transmissão de informação aos produtores rurais para a mudança de atitude na gestão dos solos.

“Devemos reforçar a legislação, formar mais técnicos em diversas áreas do saber nas zonas rurais para que concorram no desenvolvimento sustentável dos solos”, reforçou.

Apelou os cidadãos a amar e a respeitar as regras para preservação da terra porque as consequências danosas afectam todos seres vivos do planeta no curto e longo prazo. (ANGOP)

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