Presidenciais do Peru: Kuczinski apontado à segunda volta contra Fujimori

(EURONEWS)

A filha do controverso ex-presidente do Peru Alberto Fujimori e o economista Pedro Pablo Kuczynski vão, tudo indica, enfrentar-se numa segunda volta das presidências peruanas. Com o escrutínio ainda por fechar, Keiko Fujimori já reclamou o triunfo nesta primeira volta, com quase 39,18 por cento dos votos já contabilizados às primeiras horas desta segunda-feira. O candidato do “Peruanos por el Kambio” (PPK) somava 24,25 por cento e Veronika Mendoza, do “Frente Ampla por Justiça, Vida e Liberdade”, surgia em terceiro, com 16,57 por cento.

A candidata do partido conservador de direita “Força Popular”, e a favorita à vitória em todas as previsões, já antecipou a campanha para a segunda volta. “Esperamos que seja uma segunda volta com propostas, ideias e um debate cívico. Convidamos todos os peruanos, no próximo dia 5 de junho, a optarem pela mudança, pelo futuro. Porque o futuro do Peru já está em marcha”, afirmou, Keiko Fujimori, no discurso de consagração desta primeira volta.

Pedro Paulo Kuczynski somava uma vantagem de mais de 7 pontos sobre a esquerdista Veronika Mendoza, o que coloca o candidato do centro-direita, à partida, como o rival de Fujimori na segunda volta. “Quero agradecer a todos os que votaram. Em mim ou nos outros. Democracia é escutar a opinião de todos. O importante é que daqui a 5, 10 ou 15 anos o Peru se afirme. Queremos um país focado, unido e em sintonia. Não queremos andar em lutar, hostis. Queremos harmonia”, afirmou o cabeça de lista do PPK, antevendo garantir, no mínimo, “um bom número de congressistas.”

As presidenciais do Peru estão, no entanto, já manchadas pelo ataque na madrugada de sábado contra uma patrulha militar, com seis viaturas, que transportava material para as aleições, na região de Junin. Dez pessoas morreram — oito militares e dois civis — e pelo menos 5 ficaram feridas. O ataque terá partido do grupo terrorista Sendero Luminoso.

O presidente do Peru condenou, logo no sábado, o ataque à patrulha militar numa região em permanente estado de emergência devido à presença do Sendero Luminoso e por integrar quase metade de toda a superfície peruana de cultivo de folha de coca. Ollanta Humala assegurou que as forças armadas e a Polícia Nacional não vão baixar a guarda na luta contra o terrorismo e expressou as condolências aos familiares das vitimas deste “ato demencial.”

Apesar deste atentado, cerca de 23 milhões de peruanos terão acorrido às urnas para eleger o novo presidente do país, dois vice-presidentes e 15 representantes para o Parlamento Andino, com mandato até 2021. Todos os candidatos votaram durante a manhã de domingo. O responsável pelo Gabinete peruano de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla original) admitiu que o atraso na abertura de algumas mesas de voto iria refletir-se no escrutínio, cujo resultado final deverá ser conhecido durante esta segunda-feira. (EURONEWS)

por Francisco Marques | com EL COMERCIO, EFE

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