Políticas de redução de risco deve basear-se em informação de qualidade

Eugénio Laborinho - Secretário de Estado para a Proteção Civil (Foto: Pedro Parente)

O secretário de Estado do Interior para a Protecção Civil e Bombeiros, Eugénio César Laborinho, considerou, nesta terça-feira, em Luanda, que todas as políticas, planos e acções de redução de risco e preparação para a contingência devem basear-se numa informação de alta qualidade que permita entender o passado e projectar o futuro, com cenários de riscos claramente definidos.

Eugénio César Laborinho, que falava na acto de abertura do seminário regional sobre a gestão de informação para a redução de riscos de desastres na região da SADC, declarou que o conhecimento adequado da situação do risco, os desastres históricos que têm afectado as comunidades e os investimentos, devem ser prioritários aos níveis nacional, provincial, municipal e internacional.

De acordo com o responsável, as políticas e práticas de gestão de risco de desastres devem ser baseadas numa compreensão do risco em todas as suas dimensões da vulnerabilidade, das capacidades e da exposição de pessoas e bens.

Aferiu que tal conhecimento pode ser aproveitado para avaliação de risco, para a prevenção e mitigação e para o desenvolvimento e implementação de medidas de preparação adequadas a uma resposta eficaz.

Notou que os países têm diferentes níveis de desenvolvimento neste tema crucial, mas, no entanto, considerou comum o compromisso compartilhado para o desenvolvimento destas bases de dados, com a integração das diferentes fontes que produzem a informação geoespacial, estatística e operacional, tendo em conta as necessidades dos usuários públicos e privados.

Para si, a realização deste seminário representa um passo fundamental na abordagem regional do tema do risco e em particular da informação.

Adiantou que a adopção de estandards e procedimentos comuns, o intercâmbio de informação e o desenvolvimento de capacidades técnicas permitirá homologar capacidades, criar sinergias e aproveitar as diferenças em prol de objectivos comuns.

Recordou que o Executivo aprovou, recentemente, o Plano de Preparação, Contingência, Resposta e Recuperação de Calamidades e Desastres, através do Decreto Presidencial número 29/16, bem como o Plano Estratégico de Prevenção e Redução de Risco de Desastres.

Num processo intenso de apoio por parte da Comissão Nacional de Protecção Civil, prosseguiu, foram também elaborados os planos das províncias de Benguela, Cuanza Norte, Cunene, Huíla, Luanda, Malange, Namibe e Uíge, no quadro do novo Plano Nacional inserido nas estratégias internacionais.

Com efeito, reafirmou o compromisso do país na criação das condições necessárias para uma gestão de risco que, efectivamente, reduza o impacto dos desastres e contribua no desenvolvimento do país, incluindo os aspectos de formação técnica, coordenação, implementação, implementação e monitoria.

Por outro lado, o secretário de Estado do Interior fez saber que as tendências em termos do impacto de desastres mostram um aumento nas médias pluviométricas e nas temperaturas, ao ponto de 2016 ser considerado o ano mais quente dos últimos tempos.

Em Angola, afirmou, esta tendência global manifesta-se através de um aumento nas médias da variabilidade climática com chuvas intensas ou secas prolongadas em diferentes áreas do território nacional.

Segundo o responsável, o alagamento, as águas estagnadas e os charcos resultantes das chuvas que têm causado um aumento de casos de febre-amarela, paludismo e outras doenças hídricas, “situação que se encontra sob controlo das autoridades”.

O objectivo do certame passa pela operacionalização de bases de dados sobre as perdas nos desastres, bem como a criação de perfis e a modelagem probabilística do risco.

O evento, em que participam representantes de Angola, Botswana, Malawi, Tanzânia e Zâmbia, é organizado pela Comissão Nacional de Protecção Civil, Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento (PNUD) e o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres. (ANGOP)

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