Petróleo sobe mais de 2% com novas esperanças sobre acordo para cortar produção

(Bloomberg)

Os preços do petróleo seguem a valorizar mais de 2% nos mercados internacionais, a reflectir as esperanças renovadas de um acordo para cortar a produção.

A matéria-prima valorizou, esta terça-feira, a recuperar das perdas registadas nas últimas sessões. Na manhã desta quarta-feira, 6 de Abril, prolonga estes ganhos e soma mais de 2%. A justificar este desempenho estão as expectativas renovadas de um acordo para cortar a produção, depois de o Kuwait ter dito que um acordo pode ser alcançado sem o Irão.

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) soma 2,81% para os 36,90 dólares por barril, depois de ter chegado a valorizar mais de 3%. Já o Brent, negociado em Londres, e que serve de referência para as importações portuguesas, aprecia 2,03% para os 38,64 dólares por barril.

A Arábia Saudita avançou, no final da semana, que apenas congelaria a produção se o Irão e os principais produtores também o fizessem. Mas este país veio, no início da semana, revelar que vai aumentar a produção. Estas declarações levaram os preços do petróleo a mínimos de um mês.

Contudo, estão recuperar esta quarta-feira. Isto depois de o Kuwait, citado pela Bloomberg, ter dito que um acordo para congelar a produção pode ser alcançado mesmo sem o acordo do Irão. Nawal al-Fezaia, governador do Kuwait na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), sublinhou que os principais produtores não têm opção senão chegar a acordo para cortar a produção no encontro agendado para 17 de Abril.

Além disso, os dados das reservas nos Estados Unidos, o maior consumidor do mundo, demonstram que os “stocks” de crude diminuíram na semana passada. Os inventários recuaram em 4,3 milhões de barris nesse mesmo período, de acordo com os dados publicados pela American Petroleum Institute esta terça-feira.

“Estes dois factores estão a dominar o mercado petrolífero hoje”, afirmou Thina Saltvedt, à Bloomberg. O analista do Nordea Markets acrescentou que “os preços ainda estão muito baixos, pelo que alguns investidores ainda esperam que algum tipo de acordo para congelar a produção seja alcançado em Doha. Os dados dos inventários dos Estados Unidos serão um grande factor”. (Jornal de Negocios)

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