País conta com mais de quatro milhões de cidadãos conectados à net

Internet (DR)

Pelo menos quatro milhões de angolanos estão conectados à internet e existem mais de 14 milhões de pessoas potenciais utilizadores de redes móveis, revelou hoje, sexta-feira, no Lubango, o secretário e Estado para as tecnologias de informação e comunicação, Pedro Sebastião Teta.

Dissertando no Lubango, numa conferência científica sobre “Aspectos estratégicos para consolidação da sociedade de informação em Angola”, promovida pelo Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI), o governante disse que a “luta” do governo angolano para integrar o país nas TIC’s começou há 20 anos e já tem resultados positivos.

Segundo ele, quase todos os angolanos estão minimamente inseridos numa sociedade de informação, tendo realçado que alguns expoentes deste esforço são os investimentos em mediatecas, cuja primeira foi inaugurada em 2012 no Lubango, no sistema de fibra óptica e na construção do primeiro satélite angolano.

“O mundo caminha a uma velocidade galopante, e países como o nosso não devem fazer o mesmo percurso para passar esses estágios, já que perdemos o comboio da sociedade industrial, temos é que correr para à era da sociedade de informação e do conhecimento”.

“(…) o fosso tecnológico cresce todos os dias e ameaça converter-se num fosso irrecuperável, se não corrermos este será cada vez maior”, continuou.

Afirmou que está-se a trabalhar para tornar o país num território digital, mas o alcance destas actuações deve englobar todo um conjunto de âmbitos do desenvolvimento da sociedade de informação, porque o seu objectivo é contribuir para o desenvolvimento da economia e da sociedade digital em Angola.

“Não podemos trabalhar em ilhas, é necessário haver complementaridade e em rede. O estabelecimento de estratégias para o alcance de objectivos comuns, maximizará políticas desenvolvidas no domínio da sociedade de informação, que nos levará a sociedade do conhecimento”, defendeu o tecnocrata.

Pedro Sebastião Teta considera que Angola deve enfrentar o desafio de se converter num território digital, inovador e criativo, para aumentar a sua competitividade, reduzir a pobreza e melhorar as condições de vida, só assim poderá participar de forma activa num mundo cada vez mais globalizado.

Sublinhou que os angolanos já têm participando neste mundo globalizado, através das redes sociais e outras plataformas, mas de forma passiva.

Avançou que a Huíla tem potencialidades para se tornar num território digital e caminhar para um do conhecimento, pois já ostenta inovações sociais, um pressuposto importante para a inovação tecnológica.

A conferência juntou governantes, docentes e estudantes universitários, tendo sido encerrada por uma “oração de sapiência” o professor universitários Carlos Burity da Silva, sobre constituição e direitos de personalidade.

Dados do último censo feito em 2014, apontam para existência de mais de 25 milhões de habitantes no país. (ANGOP)

Angop / Ms / Mf

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