Os altos e baixos do CENSO populacional

Fernando Pacheco (Foto: D.R.)

O coordenador do Observatório Político Social de Angola (OPSA), Fernando Pacheco, disse ter notado, na apresentação dos resultados do Censo de 2014, a ausência de alguns aspectos que considerou serem importantes como a taxa de mortalidade infantil nos dados sobre o número real da população urbana. Afirmou desconhecer a razão do aumento da esperança de vida da população para 60 anos.

Sociólogo e demógrafo , João Baptista Lukombo. (Foto: D.R.)
Sociólogo e demógrafo , João Baptista Lukombo.
(Foto: D.R.)

“Tenho dúvidas, e não percebo a possibilidade do aumento na percentagem de esperança de vida da população”, disse. Em exclusivo a este jornal, o engenheiro agrónomo declarou- se preocupado com o desaparecimento das línguas nacionais, visto que a maior parte da população angolana exprime-se em língua portuguesa, de acordo com resultados do censo.

Segundo o responsável cívico, ao nível cultural, as línguas nacionais vão perdendo a sua importância, tendo partilhado a necessidade de um maior enquadramento das mesmas de modo a não se perder a identidade do povo. Fernando Pacheco considerou que, a par destes aspectos referidos, os resultados definitivos do censo 2014, parecem ser bastante positivos.

Por seu turno, o sociólogo e Demógrafo João Baptista Lukombo disse, a este jornal, que os resultados definitivos do censo realizado de 16 a 30 de Maio de 2014 poderão servir como base de reflexão relativas às políticas sociais.

O especialista defendeu que tal será vantajoso para o país, visto que já reúne dados de referência correspondentes aos recursos humanos com a população que se pretende atingir, quanto ao espaço e ao nível da formação. João Lukombo referiu que no sector do emprego, estes resultados permitirão conhecer a percentagem de jovens no activo em ambos sexos, capacitados para serem enquadrados no mercado de trabalho.

Realçou também que será possível consultar o banco de dados para a localização da população, de acordo com a área geográfica, o perfil e o nível de formação, básica, média ou superior, como no campo da formação profissional, sabendo-se pois se é eletricista, mecânico ou pedreiro, por exemplo.

“Saberemos quantos são, onde estão e como poderemos identificá- los com base nestas informações”, disse O especialista defendeu que, no âmbito demográfico, será possível conhecer a sua estrutura e composição quanto ao sexo, entre crianças, adultos e idosos residentes no país.

De acordo com a fonte, no âmbito da educação, permitirá planificar o número de carteiras correspondente aos alunos, fazendo deste modo os orçamentos destinados aos salários bem como de outros custos de manutenção para o bom funcionamento das intituições escolares. Quanto aos hospitais, declarou que se poderá conhecer o número de pessoas que vivem em determinadas localidades e a capacidade de resposta na mesma área. João Lukombo aconselhou a sociedade a efectuar uma análise profunda, organizando encontros e palestras para melhor compreensão dos resultados definitivos do censo 2014.

Resultados definitivos do censo 2014

A província de Luanda é a mais habitada, com 6 945 386 de residentes. A província do Bengo, com 356 641, é a província onde residem . menos pessoas.
A Esperança de Vida total em Angola é de 60.2 anos. Para os homens a Esperança de Vida é 57.5 enquanto que para as M. ulheres ela é de 63.0.
A taxa de Crescimento .Natural é de 2.7%.
A taxa de Fecundidade é d.e 5.7 filhos por mulher.
A proporção da população com 0-14 anos é de 47.3% e a de idosos (65 o.u mais anos) é de 2.4%.
A idade média da .po pulação é de 20.6 anos.
A população estrangeira recenseada em Angola é de 586 480 .indivíduos.
Apenas 13.0% da população com 18-24 anos completou o II ciclo do ensino secundário . (opais)

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