Oposição angolana preocupada com organização de eleições

Raúl Danda (arq) (Foto: Joaquina Bento)

MPLA diz que preparativos estão a decorrer normalmente.

Os partidos na oposição em Angola com assento parlamentar receiam que o executivo do MPLA tenha intenções de adiar o pleito eleitoral de 2017, por alegada falta de verbas em virtude da crise económica.

O partido no poder responde diz que nada há a recear porque os preparativos acontecem normalmente.

A desconfiança da oposição decorre do atraso que se verifica no processo de implementação do plano de tarefas para as eleições que o próprio MPLA introduziu na Assembleia Nacional.

Eduardo Kuangana, presidente e deputado pelo PRS, disse que ”todo o plano para as eleições está parado” e aponta como exemplo, que “muita gente morreu mas os cartões estão retidos nas administrações”.

“Ninguém sabe quantos são e o que será feito deles, até agora nada está a andar para preparar as eleições de 2017”, completou.

A Unita, por seu lado, avisa “não se poder aceitar a crise financeira como desculpa para adiar as eleições”, disse Raúl Danda.

Manuel Fernandes, vice-presidente da Casa-CE, também se manifestou preocupado e afirma que “há um certo desengajamento da parte do MPLA no cumprimento das tarefas para realizar as eleições próximo ano”.

O adiamento “seria um golpe à democracia e nós não estamos aqui para subscrever tudo que possa beliscar a democracia ou a regularidade da realização dos processos eleitorais”, concluiu.

Posição contraria tem o partido no poder que diz não haver qualquer razão para alarme.

Tomás da Silva, deputado do MPLA, disse que “o processo de preparação para as eleições de 2017 corre da melhor maneira possível”.

“Não há aspectos negativos a considerar, pois daquilo que sei o Executivo está a cumprir a sua parte das eleições gerais e não se levantam grandes problemas”, garantiu Tomás da Silva. (VOA)

por Manuel José

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