Ministro da Saúde apela ao trabalho para se inverter actual situação

Ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo (Foto: Angop)

O titular da pasta da Saúde, Luís Gomes Sambo, referiu-se, nesta terça-feira, na capital, sobre a necessidade de mais trabalho, visto que o país está num processo de desenvolvimento e existe a esperança de que com mais disciplina, exigência e participação da comunidade e dos parceiros conseguirá sair da actual situação.

Falando à imprensa no âmbito da visita das directoras geral da OMS e da região africana, Margareth Chan e Matshidiso Moet, respectivamente, ressaltou o envolvimento e empenho do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que deu orientações para que o sector trabalhasse em colaboração com outros ministérios para a definição de acções e mobilizar os recursos nacionais para que se possa executar um plano de resposta.

Acrescentou que o plano de resposta contra a epidemia da febre-amarela assenta na investigação vectorial, bem como na vacinação de toda a população alvo, o que implica a disponibilidade de vacinas.

Deu a conhecer que as cerca de sete milhões de doses recebidas, até agora, permitiram uma cobertura de cerca de 88 por cento da população da província de Luanda, embora haja a necessidade de uma quantidade adicional de oito milhões de doses para que se possa cobrir todo o país.

Contudo, admitiu que as vacinas não estão disponíveis nas quantidades necessárias no mercado internacional, necessitando-se com isso a ajuda de parceiros para que os fabricantes produzam e disponibilizem a vacina para se adquirir o mais rápido possível.

Para si, a cobertura da vacinação contra a febre-amarela é razoável, pois atingiu-se cerca de 73 por cento, mas, contudo, registaram-se casos de febre-amarela no país, entre cidadãos nacionais e estrangeiros, e também constatou-se que a maior parte destes casos estavam relacionados com pessoas que nunca tinham sido vacinadas contra esta doença, daí a necessidade de garantir vacina para todos.

“Temos uma componente que se relaciona com a luta anti-vectorial, ou seja, contra o mosquito, o que é muito importante, porque consegui-se diminuir em 90 por cento a presença populacional destes, o que estará a ajudar a cortar a cadeia de transmissão e controlar rapidamente a epidemia”, disse o ministro.

Acrescentou que estão a ser reactivadas as brigadas de vacinação e de luta anti-vectorial que devem actuar a nível dos municípios, pelo que houve a oportunidade de se sensibilizar e informar aos governadores provinciais para que se envolvam neste processo contra o mosquito e de melhoria das condições do meio ambiente nos municípios, com a participação de todos os sectores afins e das comunidades.

De acordo com Gomes Sambo, o tratamento de casos está a funcionar em Luanda e está a ser estabelecido nas outras províncias de tal forma que as pessoas diagnosticadas com febre-amarela possam seguir o tratamento possível, de forma a reduzir o índice de mortalidade por esta doença.

Outra acção apontada pelo ministro é a comunicação e a mobilização social, que é muito importante para informar a população para que esta saiba e compreenda como é que a doença se adquire e o que poderá fazer para evitar a infecção.

Estas medidas, frisou, estão em curso com parceiros importantes, entre os quais a OMS, Unicef, PNUD, agências de cooperação técnica, CDC, OMSF e a cooperação bilateral com a China, Cuba, entre outros países que aderiram aos esforços do governo para deter a propagação desta epidemia.

Até ao momento, explicou, foram notificados mil e 562 casos suspeitos de febre-amarela, com 225 óbitos.

Quanto à epidemia do paludismo, sublinhou que também preocupa o Executivo, pois nestes primeiros três meses do ano registaram-se números excessivo de casos e uma grande procura das unidades de saúde, muito superior em relação a igual período do ano passado.

A partir de um estudo realizado, concluiu-se tratar-se de uma epidemia de paludismo que tem atingido principalmente crianças com idade inferior aos cinco anos, adolescentes e jovens, com um índice de mortalidade bastante importante, aumentando também a sobrecarga ao nível das unidades de saúde e a necessidade de internamento, medicamentos e de outros meios de diagnósticos.

Acrescentou que o Executivo está, neste momento, a tratar de adquirir meios adicionais para evitar que a epidemia continue, pois deve-se combinar o tratamento de casos com a prevenção, através da melhoria das condições do meio ambiente. (ANGOP)

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