Ministra do Ambiente reitera combate ao comércio de marfim

Ministra do Ambiente, Fátima Jardim (Foto: António Escrivão)

A ministra do Ambiente, Fátima Jardim, disse segunda-feira, no Cairo, Egipto, que Angola continua a envidar esforços no combate do comércio de marfim com o encerramento dos maiores mercados domésticos deste artefacto.

Falando na reunião da Conferência Ministerial Africana sobre Ambiente, que decorre no Cairo sob promoção do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), a governante afirmou que Angola está determinada a acabar com o comércio de marfim e construir “uma nova Angola”, onde tanto as pessoas como as espécies únicas possam prosperar.

“A Comissão contra Crimes Ambientais apresentou um decreto banindo a venda de marfim e artefactos de marfim em Angola e estamos implantando uma unidade de crimes contra a vida selvagem no aeroporto internacional de Luanda”, disse a ministra durante o encontro.

Angola quer criar condições para albergar o “5 de Junho”, Dia Mundial do Ambiente, através de uma campanha que iniciou com uma reunião dos comerciantes do mercado do Benfica, nos arredores da cidade capital.

“Temos informado aos comerciantes sobre nossa intenção de interromper as vendas no mercado do Benfica, mas precisamos ser cuidadosos para garantir que não estimularemos o estabelecimento de um mercado negro, tornando mais difícil erradica-lo”, afirmou o director do Instituto Nacional de Biodiversidade e Áreas de Conservação, Abias Huongo, que também participou deste evento, no Cairo.

Com estes esforços, Angola uniu-se a doze outras nações como signatária na Iniciativa de Protecção aos Elefantes (EPI, em inglês) focada na protecção de elefantes africanos por meio de medidas como, o encerramento de mercados domésticos.

O director Executivo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, Achim Steiner, disse na ocasião que o comércio ilegal de vida selvagem destrói ecossistemas e meios de subsistência, compromete o Estado de Direito e a segurança nacional e enfraquece o desenvolvimento sustentável.

Segundo disse, nos últimos anos, tem se notado passos fortes para combater esse flagelo, incluindo a primeira resolução da ONU sobre tráfico de vida selvagem.

“O compromisso de Angola é outro marco e envia uma mensagem poderosa para os caçadores ilegais e para as redes criminosas internacionais que os apoiam, de que não terão futuro”, reconheceu

Pouco é sabido sobre o tamanho da população remanescente de elefantes em Angola, que historicamente vivem no sudeste do país.

No entanto, os resultados de pesquisas recentes, que serão lançados nos próximos meses, antecipam a confirmação de um grave declínio populacional. (ANGOP)

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