Ministra da Cultura rende homenagem ao músico Papa Wemba

CAROLINA CERQUEIRA, MINISTRA DA CULTURA, RENDE HOMENAGEM AO MÚSICO PAPA WEMB (FOTO: ANGOP)

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, rendeu nesta quinta-feira, em Luanda, homenagem ao músico congolês democrata Papa Wemba, falecido no passado na madrugada de domingo em pleno concerto em Abidjan, Costa do Marfim.

Carolina Cerqueira frisou, em declarações à imprensa, tratar-se de um músico cuja morte constitui uma perda não só para a Republica Democrática do Congo (RDC) mas para o continente africano, tendo em conta que transportava, nas mensagens das suas músicas, o sentimento dos povos africanos.

“É um músico cujas canções transmitem a forma de ser e estar dos africanos, razão pela qual a sua morte constituiu uma perda irreparável para os homens ligados ao mundo cultural de África”, reforçou Carolina Cerqueira.

Papa Wemba faleceu em concerto na madrugada de domingo, após ter desmaiado em pleno espectáculo em Abidjan, quando participava no Festival de música urbana de Anoumabo (Femua)

Jules Shungu Wembadio Pene Kikumba, mais conhecido como Papa Wemba, nasceu a 14 de Junho de 1949, tendo tido até a sua morte de uma longa carreira e brilhante carreira musical, tendo inculcado nos jovens congoleses a arte de bem vestir, sendo idolatrado como “Sapeur” .

Ele foi um dos intérpretes musicais africanos mais populares por uma longa carreira quer no seu país, quer em África e no mundo.

Apelidado de “King of Rumba”, Papa Wemba foi um dos primeiros participes e difusor do influente do “Soukous” na banda Zaiko Langa Langa quando foi criado em Dezembro de 1969 , em Kinshasa , juntamente com os seus pares Nyoka Longo Jossart , Manuaku Pepe Felly , Evoloko Lay Lay , Bimi Ombale , Teddy Sukami , Zamuangana Enock , Mavuela Simeão , Clã Petrole e outros músicos congoleses.

Num mundo musical congolês dominado na época por Franco Luambo e a sua notável banda TP OK Jazz , Tabu Ley Rochereau, do Afriza, e pelos grupos musicais, como Les Grands Maquisards , Le Trio Madjesi e bandas ainda mais jovens, como Bella -Bella , Thu Zaina e Empire Bakuba, o jovem e talentoso Papa Wemba (então conhecido como Jules Presley Shungu Wembadio) foi uma das forças motrizes que, em 1973, fez do Zaiko Langa Langa, um dos mais notáveis grupos congoleses dominantes.

Os intérpretes do Zaiko colocaram na ribalta os temas musicais mais populares como “Chouchouna” (Papa Wemba), “Eluzam” e “Mbeya Mbeya” (Evoloko Lay Lay), “BP ya Munu” ( Efonge Gina ), “Mwana Wabi” e “Mizou” (Bimi Ombale) e ” Zania “(Mavuela Somo) em Dezembro de 1974, no auge da sua fama e apenas a um mês, após o combate de boxe em Kinshasa entre os pugilistas afro-americanos Muhammad Ali e George Foreman.

Papa Wemba, juntamente com Evoloko Lay Lay, Mavuela Somo e Bozi Boziana ( que se juntou Zaiko Langa Langa um ano antes), deixaram Zaiko Langa Langa para estabelecer seu próprio conjunto musical Isifi Lokole, ISIFI que é um acrónimo para “Institut du Savoir Ideologique pour la Formation des idoles”.

Em Julho de 1975, Shungu Wembadio adoptou oficialmente o logo do qual é conhecido, no meio artístico, “Papa Wemba”, que é a adição de “Papa” (pai) uma alusão ao que eram, de facto as suas responsabilidades familiares, como o primeiro filho de um família, que perdeu os pais em 1960, (os pais de Wemba foram mortos 1960). (ANGOP)

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