Malanje: Lançada jornada nacional de esclarecimento sobre gestão participativa dos municípios

Job Capapinha, presidente da Amangola (Foto: Edilson Domingos - Angop)

O lançamento da jornada nacional de esclarecimento às massas sobre a importância da concertação social para a gestão participativa dos municípios, na vida do país, aconteceu sábado nesta cidade, numa iniciativa da União das Associações Locais de Angola (AMANGOLA).

A iniciativa, cujo lançamento coube ao presidente da referida agremiação, Job Castelo Capapinha, visa elucidar os cidadãos sobre a necessidade de todos na gestão da vida pública, através de ideias concertadas entre governantes e governados.

Na ocasião, o presidente da AMANGOLA, Job Capapinha explicou que a constituição da república prevê a participação dos cidadãos nas diferentes tarefas do Estado, como elemento fundamental para a concretização do princípio democrático, daí a razão do esclarecimento ora aberto.

Disse que se pretende com os esclarecimentos, destacar o grande valor que se deve dedicar aos acordos entre as pessoas, mormente entre governantes e governados, sobre os problemas que preocupam ambas partes, durante o exercício da administração local.

“As administrações locais do Estado e os munícipes em todo o país, estão condenados a caminhar juntos na elaboração e execução dos programas de governação da província, do município, da comuna, do distrito, do bairro ou Kimbo, sendo certo que não há governantes sem governados”, frisou, acrescentando que com isso, entende-se que o poder reside no povo.

Nesta perspectiva, acrescentou, os governantes trabalham para a população das suas áreas de jurisdição, por isso precisam auscultar os munícipes, sobre as suas necessidades, antes de se aprovar os programas de governação.

Fez saber que por esse facto, a AMANGOLA, enquanto instituição da sociedade civil e parceira do Estado, tem apoiado essa causa defendida pelo presidente da república, José Eduardo dos Santos, sobre a necessidade de mais diálogo com os cidadãos, no sentido de se esclarecer as causas das dificuldades que hoje o país vive sobretudo por conta da crise financeira decorrente da queda do preço do petróleo no mercado internacional.

Disse ser sugestão do seu pelouro, que os governos provinciais e as administrações locais, alarguem e democratizem, cada vez mais, os seus conselhos de auscultação e concertação social, melhorando os conteúdos dos assuntos em apreciação, por forma a se abordar de forma mais participativa os problemas de cada localidade e busca de consensos para as resoluções das mesmas.

Por outro lado, Job Capapinha alertou que a inteligência, a capacidade e a disponibilidade de todos, devem estar acima das cores partidárias, quando se trata de resolver os problemas e desenvolver os municípios, realçando que há tempo para se fazer política partidária, pois o mais importante é resolver os problemas do povo, mormente nesta altura da crise económica e financeira mundial.

“A inteligência e o trabalho dos angolanos devem ser utilizados para alimentar e oferecer mais saúde a população, em cada município, comuna, distrito, bairro ou kimbo, independentemente da cor partidária ou crença religiosa de cada um”, sustentou.

O lançamento da jornada foi marcada com a dissertação de uma palestra sob o tema “A importância da concertação social para a gestão participativa dos municípios”, dirigida a membros do governo, estudantes, sociedade civil e cidadãos de vários estratos sociais.

O tema a ser debatido em todas as províncias do país, foi dissertado pelo mestre em supervisão pedagógica e técnico em serviços sociais, António Geraldo, que na ocasião destacou a concertação de opiniões como factor preponderante para a resolução dos problemas das comunidades e dos governantes, por isso se torna imperioso o envolvimento de todos na identificação e solução dos mesmos.

Segundo disse, a concertação social implica um acordo entre o governo e os actores sociais, geralmente quando há vontade comum de solucionar um problema nacional, provincial, por isso existem associações como a AMANGOLA e outras criadas para trabalhar no alcance da paz social.

A AMANGOLA é uma instituição de utilidade pública criada por despacho presidencial número 44/15, DR. Número 66, Iª série, de 11 de Maio/15. (ANGOP)

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