Mais de sete mil jovens angolanos trabalham em Laúca

Construção da barragem de Laúca (Foto: Diniz Simão)

As obras de engenharia civil do Aproveitamento Hidro-eléctrico de Laúca (AHL), no município de Cambambe, província do Cuanza Norte, vão já em 77 porcento de execução, enquanto as electromecânicas rondam os 46 porcento.

Este facto torna realistas as previsões de o mega-projecto venha a gerar energia eléctrica a partir de Maio ou Junho do próximo ano.
Se impressiona o conjunto dos números em torno do colosso energético, com capacidade instalada de geração de 2.070 megawatts (MW) de fluído eléctrico e um investimento total previsto de cinco mil milhões de dólares (cerca de 800 mil milhões de kwanzas, a moeda nacional angolana), é no emprego onde reside grande parte da importância da obra para o desenvolvimento de Angola e a criação das condições mínimas da vida da população.

Num país onde a taxa de desemprego ronda os 25 a 30 porcento, é muito significativo que Laúca tenha criado sete mil e 456 novos postos de trabalho para cidadãos angolanos, originários das 18 províncias. Mais importante, ainda, segundo dados do Gabinete de Aproveitamento do Médio Kwanza (GAMEK) é o facto de 42 porcento desses trabalhadores serem jovens com menos de 30 anos.

Bié (8), Cabinda (9), Cuando Cubango (2), Cunene (2), Luanda Sul (8) e Moxico (7) são as províncias com menos trabalhadores no projecto. Em contrapartida, Benguela (176), Cuanza Norte (1.873), Cuanza Sul (121), Huambo (298), Lunda (2.443) e Malanje (2.266) participam com a maior fatia de trabalhadores.

Depois da conclusão da obra, essa força de trabalho será encaixada noutros projectos hidro-eléctricos, como o de Caculo-Cabassa, Túmulo do Caçador, Zenza I e Zenza II, previstos para serem edificados a jusante de Laúca.

Por outro lado, a obra proporcionou às comunidades locais oportunidades de formação e negócio. O programa “Acreditar” oferece cursos de formação e aperfeiçoamento de mão-de-obra, aproveitada pelo projecto, ou que opta por procurar outras oportunidades, ou montar um negócio próprio.

Outro ganho das populações dos arredores da obra é o benefício de assistência médica gratuita proporcionada pelo Núcleo de Saúde AH Laúca, assim como a venda da sua produção agrícola à área de alimentação do projecto.

Se tudo correr dentro da normalidade, a barragem inicia a gerar energia eléctrica a partir de Maio ou Junho do próximo ano. Os primeiros quatro meses do ano serão reservados ao enchimento da albufeira, que tem uma superfície de 188 quilómetros quadrados.

A central principal comportará seis turbinas de 334 megawatts, o que totalizará 2.004 megawatts, enquanto a ecológica, cuja entrada em funcionamento está previsto para 2018, irá produzir 65.5 megawatts.

A construtura brasileira Odebrecht lidera a construção do projecto, ao lado de empresas portuguesas subcontratadas. (ANGOP)

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