Jojó Gouveia aumenta concorrência entre trovadores

Jojó Gouveia, músico angolano (Foto: Henri Celso)

Apesar do ainda ?exíguo? número de fazedores, a competitividade entre músicos-trovadores no mercado nacional fica, doravante, mais forte, com a entrada na concorrência, do jovem promissor angolano Jojó Gouveia, que prepara o seu álbum de estreia para este ano.

“Mbuandjá” (confusão, na língua nacional umbundo) é o título escolhido para o disco, que comportará 12 temas, nomeadamente “Amar para valer”, “Mbuandja”, “Porquê o fim”, “Antes de partir”, “Tão linda”, “Chamavo”, “Nela”, “Ana Maria”, “You Sad”, “Skate”, “Veio” e “Última faixa”.

De acordo com Jojó Gouveia, as músicas foram gravadas nos estúdios Ângra Serviços, Reggie e B. Max, numa mescla de género em que pontificam o semba, quizomba, afro-jazz, rumba e badalada, não obstante a sua habilidade para viajar em outros estilos e/ou tendências musicais.

As mesmas, acrescentou o músico em entrevista à Angop, foram interpretadas em português, quimbundo, tchokwé e lingala, de forma a manter a matriz identitária dos africanos, dos angolanos em particular, assim como ajudar a imortalizar os idiomas nacionais.

“Neste cd, que será masterizado e editado em Portugal, contei com a participação de vários colegas, entre vocalistas e instrumentistas, tal como participação Sabino Henda, LK, Bix, João Mário, Diego, Paulo Massini, Nádia da Luz e das bandas Movimento, Relâmpago e Versáteis”, explicou.

Jojó Gouveia enalteceu o music hall angolano e todos os seus intervenientes que fizeram com que o país fosse hoje mais reconhecido no contexto das nações, através da música produzida por muitos cantores com carreiras bem internacionalizadas.

Sobre o posicionamento dos trovadores neste “mosaico musical”, o também vocalista principal da Banda Relâmpago disse que estes têm o seu espaço seguramente reservado, apesar da diminuta concorrência, em consequência da pouca ousadia dos jovens.

Neste particular, destacou o “atrevimento” de Totó, Dodó Miranda, Konde, Matias Damásio, Kanda, Sandra Cordeiro, entre outros jovens músicos-trovadores que decidiram seguir as pegadas de veteranos como

Gabriel Tchiema, Teta Lágrimas, Teta Lando (falecido), Alcas Fernandes, Euclides da Lomba, Duo Canhoto e Irmãos Almeida.

Nascido em 1979, no município de Sanza Pombo (província do Uíge), Jojó Gouveia experimentou pela primeira vez a música em 1998 e, durante um período de oito anos praticou-a como “hobby” (passatempo), mas ainda assim participando em alguns concursos, com realce para o extinto “Estrelas em palco”, em que concorreu por três vezes.

A partir de 2008, por encorajamento do malogrado Beto de Almeida, aposta seriamente na carreira musical, para dois anos depois classificar-se na segunda posição do Festival da Canção da Lac, com o tema “Mwenho Uami” de Alcas Fernandes. Antes (em 2001) venceu um concurso promovido pela Unesco. (ANGOP)

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