Horticulturas identificam áreas para gerar alternativa aos negócios

As estufas estão a orientar a sua actividade na fidelização de clientes por meio de serviços complementares. (Foto: Contreiras Pipa)

Os clientes encontram nas casas que dispõem os arranjos oferta compatível à capacidade dos bolsos razão pela qual cresce no dia-a-dia destas pequenas empresas as espécies disponíveis para entrega.

Da África do Sul à zona do Kikuxi, arredores de Viana, em Luanda , os investidores do mercado de flores e plantas decorativas e outras combinam a necessidade do lucro com a satisfação do cliente. Como foi possível aferir, as origens são diversas, pois Portugal e Namíbia também são fontes de importação.

O que há mesmo são plantas para todos os gostos e bolsos. Uma palmeira, por exemplo, pode custar até cinco mil kwanzas ou menos nas estufas ambulantes e de formato artesanal e 30 mil numa outra de referência.

Semelhantemente, um vaso comum pode ser comprado nos vendedores ambulantes por 10 mil e nas lojas autorizadas cerca de 40. A qualidade e a durabilidade dos produtos também determinam os preços.

A sócio-gerente da “Horto Benfica”, Josefa Correia, disse que, do seu ponto de vista, o mercado angolano tem vindo a crescer nestes últimos anos, uma realidade que se deve, principalmente, ao crescente gosto por parte das pessoas pelas flores.

“E um pouco pelo desejo que elas têm de que não só o exterior, mas também o interior das suas residências sejam convidativos e transmitam uma ideia de bom gosto e uma certa “luxúria”, justificou.

Josefa Correia, que investe neste segmento há mais de cinco a nos , possui duas lojas em Luanda.

Diversificar a oferta

Na sua floricultura, oferece uma grande variedade de serviços. Produz flores em campos agrícolas e faz arranjos florais, que, pela sua experiência no ramo, é o serviço mais solicitado.

Nos últimos tempos, a empresa expandiu os serviços de replantação, com plantas adquiridas na sua maioria no exterior e também comercializa vasos, substratos, materiais de decoração e outros.

Faz ainda serviços de jardinagem e, quando solicitadas pelo cliente, a manutenção do jardim e a decoração do mesmo como parte do seu negócio. A empresária reconhece um aumento significativo da competitividade, o que faz com que a qualidade dos serviços prestados seja muito mais apurada.

“O foco é comercializar produtos de qualidade que agradem aos clientes e melhorar o atendimento, a fim de fidelizar a clientela”, disse. Ainda assim , segundo Josefa Correia, os principais desafios deste ramo são manter a qualidade dos produtos, empregar colaboradores qualificados e criativos que contribuam para o crescimento da nossa marca, bem como se manter sempre a par das últimas tendências.

EMPREENDEDORES LEGALIZAM ACTIVIDADE PARA GERAR NOVOS EMPREGOS

Nzuzi Lopes está bastante satisfeito com os resultados da sua actividade. (Foto: Contreiras Pipa)
Nzuzi Lopes está bastante satisfeito com os resultados da sua actividade.
(Foto: Contreiras Pipa)

Na zona do Camama, município de Belas, em Luanda, encontrámos Nzuzi Lopes, um empreendedor de 36 anos, que legalizou a sua actividade de rua junto à administração e serviços fiscais, valendo-lhe uma autorização para fixar estufas ou áreas de criação e venda de plantas das diferentes espécies.

Nzuzi emprega três outros jovens e paga a cada um 15 por cento de cada venda diária.

A boa nova que avançou à reportagem do JE é que vezes sem conta a facturação mensal pode superar os 300 mil kwanzas, o que lhe confere uma actividade rentável.

Na estufa de Nzuzi Lopes, um vaso simples pode ser encontrado a mil kwanzas e as plantas variam de 200 a quatro mil.

Como é característica dos empreendedores, Nzuzi faz entrega ao domicílio, o que o aproxima mais dos clientes e faz com que os seus serviços sejam muito solicitados. Aliás, foi daí que Nzuzi abriu, faz um mês e meio, a sua segunda estufa.

O apoio ao cliente é uma actividade que começa a ser mais valorizada, segundo contou. Por essa razão, a compra é acompanhada por uma assessoria à jardinagem que passa pela recomendação e momentos propícios de plantio ou preferência por determinada cultura de plantas.  (jornaldeeconomia)

Por: Isaque Lourenço

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