Haitong: Regresso às negociações é “positivo” para BPI se levar a acordo

(Miguel Baltazar)

O BPI está no centro das negociações, que envolvem os seus dois maiores accionistas. Um desenvolvimento que o Haitong aplaude, mas alerta que o impasse já dura há muito tempo. A solução em análise continua a ser a venda da posição do BPI no BFA a Isabel dos Santos.

Isabel dos Santos e o Caixabank retomaram as negociações, com o objectivo de resolver o impasse em torno do BPI. A notícia foi avançada pelo Negócios, a 2 de Abril, sendo que nenhum dos accionistas do banco liderado por Fernando Ulrich quis comentar os aspectos em falta. Ainda assim, o Haitong considera “positivo”, caso se venha a verificar o acordo. Até porque as negociações já duram há meses.

“Tendo em conta o quão desafiante seria para o BPI resolver sozinho a concentração de risco em Angola, acreditamos que a alternativa mais provável seria um acordo entre o Caixabank e Isabel dos Santos”, escrevem Carlos Cobo Juan e Carlos Calvo, numa nota divulgada esta segunda-feira, 4 de Abril. Por isso, apontam os especialistas do Haitong, o regresso às negociações é “potencialmente positivo para o BPI, se finalmente levar a um acordo”.

Mas destacam que “as negociações já duram há muito tempo e que tem sido muito desafiante para ambos os accionistas chegar a acordo”. Ainda assim, o Haitong acredita que em cima da mesa continua a estar a venda ao Caixabank da posição de Isabel dos Santos no BPI e, posteriormente, a alienação da participação do BPI no BFA à empresária angolana. A data limite para o acordo é 10 de Abril, a partir da qual o banco arrisca uma multa diário do BCE, por causa da exposição a Angola.

Actualmente, as acções do BPI estão a valorizar 2,51% para negociar nos 1,268 euros. Um valor que resulta de cinco quedas em seis sessões e que fica 4,6% abaixo dos 1,329 euros por acção oferecidos pelo Caixabank, na operação pública de aquisição lançada em 2015.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. (Jornal de Negocios)

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