Fundador do movimento anti-Islão alemão começa a ser julgado

(AFP)

O julgamento contra o fundador do movimento islamobófico alemão Pegida, que se referiu aos refugiados como “gado”, começou nesta terça-feira, em Dresden, leste da Alemanha.

Condenado anteriormente por agressão, violência de tráfico de cocaína e detido por 14 meses na Alemanha depois de ter fugido para a África do Sul, Lutz Bachmann, de 43 anos, pode enfrentar uma pena de três meses a cinco anos de prisão.

O julgamento deve terminar em maio.

O fundador do Pegida se apresentou ao tribunal sorrindo e acompanhado de adeptos que mostravam cartazes que pediam sua liberdade.

A justiça acusa Bachmann pelas declarações que fez em Setembro de 2014 no Facebook, que descreviam os refugiados da guerra como “gado” ou “gentalha”, ou seja, incitação ao ódio e ofensa à dignidade, aos olhos da justiça.

A Pegida (“Patriotas europeus contra a islamização do Ocidente”) lançou um movimento em 2014, em Desdren, que rapidamente ganhou adeptos e chegou a seu ponto alto depois do atentado contra a revista satírica francesa Charlie Hebdo, em Janeiro de 2015.

Mas a organização perdeu fôlego depois que imagens Bachmann caracterizado como Hitler apareceu no jornal Bild. (AFP)

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