FLEC reivindica emboscadas em Cabinda

Mapa do enclave de Cabinda Cabinda (CIA, Perry Castaneda Map Collection "Courtesy)

A FLEC-FAC reivindica confrontos com os militares e a morte de cerca de uma centena dentre eles desde finais de Fevereiro, após o anúncio de retoma da luta armada, para exigir negociações sobre o estatuto de Cabinda.

A 18 de Fevereiro Nzita Henriques Tiago presidente e co-fundador da FLEC anunciou a retoma da luta armada no Enclave de Cabinda, até que o Presidente José Eduardo dos Santos aceite negociar directamente com ele ou seus enviados uma solução para a instabilidade político-militar no enclave.

Desde finais de Fevereiro a FLEC/FLAC afirma ter morto uma centena de militares das FAA e reconhece apenas 3 feridos nas suas hostes. Os últimos ataques que deixaram 47 soldados mortos segundo a organização independentista, decorreram entre 9 e 15 de Abril em vários pontos de Cabinda.

A 4 de Abril por ocasião do Dia da Paz em Angola, a UNITA (principal partido da oposição) afirmou que não se pode falar de paz no país, enquanto persistir o conflito em Cabinda e apelou à criação de um fórum nacional de paz e reconciliação, para entre outros discutir a situação na província.

A FLEC-FAC saudou esta iniciativa e insta o partido UNITA e a coligação CASA-CE a promoverem um debate na Assembleia Nacional a este respeito.

O comandante Sem Medo, chefe operacional das Forças Armadas de Cabinda (FAC) braço armado da Frente de Libertação do Estado de Cabinda, afirma que “a FLEC sempre combateu o MPLA… temos a nossa posição material, bélica, e isto é suficiente para a gente ripostar contra a tropa do governo” pelo que “continuamos sempre a combater” até que haja negociações. (RFI)

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