Exposição sobre o cinema de Angola patente no edifício do governo do Namibe

Exposição sobre o cinema de Angola de Walter Fernandes e Miguel Hurst (Foto: Leopoldo Viana)

Uma exposição com diferentes fotografias que retratam as salas de cinemas construídas em Angola está patente no edifício do governo da província do Namibe, um trabalho dos artistas Walter Fernandes e Miguel Hurst

Em à Angop, Walter Fernandes disse que a exposição, que vai durar um mês, visa, numa primeira fase, captar a essência do património arquitetónico angolano, embora um pouco desvalorizado e desconhecido.

O artista disse que a maior parte das salas de cinemas construídas em Angola estão esquecidas, visto que não são usadas como deveriam ser para qual foi concebida originalmente.

Frisou que no pais existem ainda salas de cinemas em bom estado de conservação, mas que se encontram num total abandono e quase destruídas pelo tempo.

Aconselhou os organizadores de eventos culturais a trabalharem em parceria com o Ministério da Cultura no sentido de reaproveitarem estas salas de cinemas, realizando festas, palestras, debates e outros eventos que no final pudessem tirar algum dividendo para a sua manutenção.

“Estes espaços deveriam ser mais aproveitados s com exposições, matines como se faziam antigamente, com projectos culturais, hoje se alugam muitos salões para festas e porque não as salas de cinemas para eventos culturais ou espaços de culturas”, aconselhou.

No mesmo recinto está a ser comercializado um livro que retrata a parte científica da exposição, concretamente, as salas de cinemas dos países tropicais, segundo, Walter Fernandes.

Garantiu que em Angola existem pérolas arquitectónicas que também merecem destaque, mas para tal é necessário que a juventude conheça mais um pouco sobre arquitectura das salas de cinema construídas desde a longa data.

“ Temos aqui uma riqueza cultural arquitectónica que podemos partilhar com Angola e com o mundo e alias pessoas na Alemanha, Brasil e Portugal já manifestaram o interesse em apoiar o projecto”, acrescentou.

O artista sustentou que o mais importante neste projecto é a recolha de imagem para um documento final que vai servir de uma memória e de um livro de base cientifica, em que amanha os estudantes de arquitectura possam conhecer mais sobre o movimento modernista ou pós moderno de arquitectura. (ANGOP)

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