EUA: tensões aumentam entre candidatos às presidenciais de novembro

(EURONEWS)

Nos Estados Unidos, o candidato republicano Donald Trump continua a dominar as atenções da comunicação social pressionando os restantes candidatos a melhor definirem as suas campanhas.

Do lado democrata, as atenções concentram-se na batalha entre Bernie Sanders e Hillary Clinton.

Sanders aponta o dedo a Clinton acusando a candidata de ter aceite financiamentos para a sua campanha provenientes da indústria petrolífera.

SOT Bernie Sanders

“Segundo uma análise da Greenpeace, a campanha de Hillary Clinton e a sua Super PAC receberam mais de 4,5 milhões de dólares da indústria dos combustíveis fósseis”, afirmou Bernie Sanders num discurso proferido em Sheboygan, Wisconsin.

Clinton, falando no estado de Nova Iorque, optou por concentrar-se na política externa, nomeadamente na luta contra o grupo Estado Islâmico.

“Eles não compreendem que eu tenho um plano para derrotar o grupo Estado Islâmico e que envolve trabalhar em conjunto com outros países, incluindo países muçulmanos que têm que pertencer a esta coligação”, disse Hillary Clinton.

No campo republicano, a batalha desenvolve-se em três frentes. Na terça-feira têm lugar as primárias do estado do Wisconsin. Donald Trump, Ted Cruz e John Kasich irão lutar pelos 42 delegados republicanos.

John Kasich, governador do Ohio, critica a ideia de um teste de religião apresentada por Donald Trump assim como o reforço policial em bairros ou zonas muçulmanas, uma proposta de Ted Cruz.

“Se pensam que vamos ganhar votos mandando a polícia patrulhar bairros, tirar as pessoas de suas casas e enviá-las para o outro lado da fronteira, cerca de 11 milhões e meio… imaginam os problemas que isso iria criar?”, questionou John Kasich.

Entretanto, na quinta-feira, mulheres protestaram em Nova Iorque contra os comentários proferidos por Donald Trump a favor da ilegalização do aborto e da penalização das mulheres.

Caso Trump não consiga obter um número suficientes de delegados através das primárias, os delegados republicanos terão que escolher um novo candidato durante a convenção do partido prevista para julho. (EURONEWS)

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