“Está escrito nos astros” que Isabel dos Santos e o CaixaBank “vão ter que se entender”

Marques Mendes é comentador de política da SIC (Foto: D.R.)

Marques Mendes desmentiu este domingo o ministro da Economia, garantindo que as negociações entre os dois maiores acionistas do BPI ainda não foram retomadas, mas sê-lo-ão nos próximos dias ou semanas. E acredita que o decreto presidencial de Angola é para já apenas uma ameaça, estando convicto que será alcançado um acordo entre as duas partes.

Luís Marques Mendes garantiu este domingo que as negociações entre Isabel dos Santos e o CaixaBank vão ser retomadas nos próximos dias ou semanas, o que “é um bom sinal”. Mas desmentiu as afirmações do ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, que declarou este sábado que as negociações já estariam a decorrer. “Ao que apurei isso não é verdade, aqui o ministro precipitou-se.”

Relativamente à notícia que o Expresso avançou sobre o decreto presidencial que o Governo angolano está a preparar,  para retirar os direitos de voto à maioria dos 51% detidos pelos BPI no Banco de Fomento de Angola (BFA), o comentador da SIC sublinha que o decreto ainda “não está aprovado” e que, para já, é apenas uma ameaça. “Vai ser uma espécie de ameaça neste sentido: se as negociações chegarem a bom porto não há decreto, se não chegarem a bom porto passa a haver decreto. É um bocadinho decreto lá para comparar com o que houve cá.” Ou seja, uma resposta à lei portuguesa que elimina a limitação dos direitos de voto no BPI.

O antigo líder do PSD realça que o decreto em Angola serve “para reforçar a posição negocial de Isabel dos Santos”, que tem agora “menos força que no passado”, uma vez que a desblindagem dos estatutos, “com OPA ou sem ela, vai ser feita”.

Marques Mendes está convicto que existirá um acordo entre Isabel dos Santos e o CaixaBank sobre o BPI. “Isso é dos interesse de todos e quando é do interesse de todos é bom senso”, explicou. “Para os espanhóis, mandarem no banco mas com dificuldades em mandar em Angola não é bom; Isabel dos Santos precisa de Portugal porque o capital angolano não é muito bem visto nos outros países.”

É por isso que considera ser uma questão de tempo até que seja alcançado um acordo entre os dois maiores acionistas do BPI: “está escrito nos astros que vão ter que se entender.” (expresso)

Por: Maria João Bourbon

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