“Espanhóis têm arcaboiço para digerir números do banco angolano”

Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (DR)

Comentador da TVI Fernando Medina aborda caso BPI e explica quais são as consequências da OPA lançada pelo CaixaBank

Fernando Medina considera que a união bancária e as normas da supervisão do Banco Central Europeu (BCE) põem em causa a rentabilidade do sistema bancário português, ao limitar, por exemplo, as negociações com países como Angola.

No “Jornal das 8”, o comentador da TVI abordou esta segunda-feira o caso do BPI e explicou quais são, no seu entender, as consequências da Operação Pública de Aquisição (OPA) lançada pelos espanhóis do CaixaBank.

“Ou Isabel dos Santos retoma a negociação com os espanhóis e vai retomá-la numa circunstância, na minha opinião, pior do que aquela que tinha há três dias atrás. E, de facto, não se percebe o que é que a motivou a tomar esta estratégia de negociação”, afirmou Fernando Medina. Ou “a OPA é bem-sucedida, há desblindagem, a OPA é bem-sucedida e os espanhóis podem fazer a aquisição… e os espanhóis têm no fundo um arcaboiço financeiro que lhes permite digerir a questão dos números do banco angolano sem problemas no seu balanço”, acrescentou.

Para Fernando Medina qualquer um dos dois cenários dependem agora de algo de que não dependiam antes: a vontade do BCE. O comentador sublinha que o BCE tem, no fundo, de concordar que o caminho da OPA (e o tempo que pode demorar) é uma solução viável para o BPI.

Fernando Medina chamou ainda a atenção para os riscos de reputação que decorrem de se estar “quotidianamente a falar de problemas num banco”, que até agora “tem sido um pilar da estabilidade do sistema financeiro”, e que seriam “de todo evitáveis”. (TVI24)

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