Espanha vai para novas eleições, diz Partido Socialista

(REUTERS)

O secretário-geral do Partido Socialista espanhol (PSOE) confirmou hoje, após uma reunião com o rei Felipe VI, que não se submeterá a mais nenhuma sessão de investidura, pelo que Espanha seguirá para novas eleições a 26 de junho.

“Não conto com mais de 131 assentos no parlamento (90 do PSOE, 40 do partido de centro-direita Ciudadanos e um da Coligação Canárias), e em consequência é insuficiente para fazer frente ao bloco do bloqueio do senhor Rajoy (Mariano Rajoy, lider do Partido Popular) e do senhor Iglesias (Pablo Iglesias, líder do partido da esquerda radical Podemos). Não posso nem devo submeter-me a uma nova investidura. Não se tramitará nenhuma proposta de candidato e portanto vamos para novas eleições”, disse o líder socialista.

O partido socialista operário espanhol (PSOE) aceitou hoje negociar com a restante esquerda um acordo “in extremis” que permitisse ao seu secretário-geral, Pedro Sánchez, submeter-se a uma nova sessão de investidura no parlamento espanhol.

Sánchez foi recebido hoje à tarde pelo Rei Felipe VI, naquela que foi a última reunião com o Chefe de Estado antes do final do prazo para dissolução das Cortes Gerais de Espanha (02 de maio) e consequente nova eleição a 26 de junho.

A última esperança dos socialistas começou a formar-se hoje de manhã quando uma das confluências regionais do Podemos, o Compromís (da Comunidade Valenciana), anunciou que tinha enviado ao PSOE e à restante esquerda um “acordo de mínimos”, denominado “Acordo do Prado”, na qual apresentava 30 propostas para um governo à esquerda: com a Izquierda Unida (comunistas), Podemos e PSOE.

O PSOE – que já tem um acordo com o Ciudadanos – anunciou em seguida que aceitaria imediatamente 27 das 30 propostas, mas que poderia negociar as outras três até final do prazo.

Para começar, o PSOE não aceitaria um governo de coligação de esquerda – mas sim um governo liderado por Pedro Sánchez, que integrasse independentes da esquerda e do Ciudadanos. Também se comprometia a que Pedro Sánchez, no âmbito desse governo, aceitasse submeter-se a uma moção de confiança dentro de dois anos.

Também colocou três exigências. A primeira era que todas as formações signatárias se comprometessem a aceitar e apoiar dois Orçamentos do Estado “dando assim estabilidade a esse governo”. A segunda era que o governo fosse “do PSOE, com a incorporação de independentes” e a terceira era um “compromisso voluntário de Pedro Sánchez de se submeter a uma moção de confiança em junho de 2018”.

O documento enviado pelo Compromís mantinha um veto à entrada do Ciudadanos no governo e continuava a exigir um governo de coligação, uma das exigências do Podemos. O PSOE precisava e apelou ao apoio do Podemos e do Ciudadanos.

No entanto, o Ciudadanos recusou-se desde logo sequer a analisar o documento. Já o Podemos considerou que ao incluir o Ciudadanos na equação, o PSOE estaria a “dizer não” à proposta do Compromís.

Ainda hoje o rei Felipe VI recebe o presidente do PP e presidente do Governo em funções, Mariano Rajoy. (Noticias ao Minuto)

por Lusa

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