Entrega do IRS começa esta sexta-feira

(Correio da Manhã)

Dia 1 de Abril marca o arranque da entrega do IRS de 2015, que este ano deixa de distinguir quem entrega em papel e pela internet. Fechado que está o período de verificação das despesas, há outras dúvidas que importa esclarecer.

Não estava inicialmente previsto, mas os sucessivos adiamentos de prazo fazem com que a entrega do IRS arranque esta sexta, 1 de Abril, dia das mentiras.

O mês está reservado para quem só tem rendimentos do trabalho dependente e/ou pensões (categorias A e H), independentemente de escolher fazer a entrega em papel ou pela internet. Em Maio, será a vez dos restantes contribuintes, que têm rendimentos de outras fontes (nomeadamente rendas e trabalho independente).

Ultrapassada que está a fase da verificação e reclamação das facturas que foram enviadas pelos comerciantes e prestadores de serviços para o Fisco, há outras dúvidas que surgem. Por exemplo, saber em que condições compensa mais optar pela tributação conjunta em vez da separada, e que implicações é que isso tem no preenchimento do IRS. Explicamos-lhe os contornos desta questão aqui.

Por causa destas mudanças, este ano é especialmente relevante estar atento aos prazos. Porque quem os falhar, fica sem opção de escolha e fica mesmo sujeito à tributação separada.

Depois de sublinhar os pontos mais relevantes, preparámos-lhes ainda um guia com informação útil que precisa de ter em conta na hora de preencher a declaração, que, como já foi avisado pelas Finanças, tem este ano problemas acrescidos por causa dos browsers.

Daqui até ao final de Maio contamos trazer-lhe mais notícias e todos os esclarecimentos que entretanto possam surgir pelo caminho, neste que é o primeiro ano de implementação de um sistema complexo tanto para a máquina fiscal implementar, como para os contribuintes perceberem.

Na hora de receber a liquidação final, já sabe que o valor agregado dos reembolsos vai subir. O actual Governo já veio dizer que o impacto da reforma do IRS é, afinal, bem superior à anunciada pelo anterior Executivo, e que, por causa disso, este ano os reembolsos serão maiores do que em 2015. Em causa estão mais 200 milhões de euros, que beneficiarão essencialmente quem tem filhos, como se pode ler aqui.

Mas as Finanças também revelam que 39% do total não chegou a reunir facturas suficientes para ter direito à dedução de 250 euros a título de despesas gerais familiares. Nem todos são elegíveis para o IRS, mas uma parte deles são-no e vão pagar mais imposto.

Quem viver num dos 91 concelhos que dão desconto no IRS, e dos quais já lhe demos nota, terá um brinde adicional.

Se quiser destinar uma parte do seu IRS a uma IPSS ou instituição religiosa, também já tem instruções disponíveis. (Jornal de Negocios)

por Elisabete Miranda / Filomena Lança

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