Efectivos do Ministério do Interior no Cunene abordam combate a imigração ilegal

José Clemente Cabinda - Sub-Procurador da República (Foto: José Cachiva)

Efectivos de diferentes órgãos afectos à Delegação do Ministério do Interior na província do Cunene foram, neste sábado, durante uma palestra, esclarecidos sobre as normas de combate à imigração ilegal.

A palestra, subordinada ao tema “O cidadão e o combate à imigração ilegal” está inserida no programa alusivo ao 40º aniversário da instituição, a assinalar-se dia 19.

Na ocasião o orador, o sub-procurador geral da República na província do Cunene, José Clemente Cambinda, afirmou que a imigração ilegal é um fenómeno que existe no mundo há muitos anos. Tomando em consideração os movimentos migratórios, considerou que os mesmos podem ter consequências negativas para o país de destino, tanto do ponto de vista económico como social.

De acordo com o palestrante, a imigração ilegal é uma questão que afecta a população a médio e longo prazos.

Acrescentou que fruto da globalização existem fenómenos sociais que facilitam a imigração ilegal. Para se evitar a violação das fronteiras, considerou impescindível que os cidadãos colaborem com o Governo no combate a esse fenómeno.

“É indispensável a participação dos cidadãos nacionais no combate ao fenómeno, pois quaisquer que sejam as medidas tomadas pelos órgãos do Estado, devem estar associadas à interação com as populações nas comunidades “sustentou.

Segundo afirmou, apesar das estatísticas mostrarem que os imigrantes através da sua mão-de-obra e do pagamento de impostos participam de forma activa no desenvolvimento das nações, é necessário também estar atento a qualquer suspeita de actividade ilícita levada a cabo por cidadãos estrangeiros, iso para se evitar vários problemas económicos, sociais e de aculturação.

Nesta perspectiva, aconselhou os cidadãos nacionais a não albergarem estrangeiros, facilitando o arrendamento de moradias ou outros estabelecimentos, sem saber se os mesmos estão legalmente habilitados a permanecerem em território angolano, sob pena de lhes serem aplicadas as sanções previstas na lei.

Fundado a 19 de Abril de 1976, o SME é um órgão afecto ao Ministério do Interior, responsável por promover e coordenar a execução das medidas inerentes ao controlo de entrada, trânsito, permanência e saída de pessoas nos postos das fronteiras terrestres, aéreas, marítimas e fluviais em todo o território nacional. (ANGOP)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA