E depois do futebol?

JOSÉ KALIENGUE Director do diário O País (Foto: D.R.)

Há pouco mais de quinze anos, em Portugal, por exemplo, os pais diziam aos fi lhos para terem juízo em vez de se meterem na bola e na música. Eram profissões vistas como não tendo futuro. Efectivamente, uma boa parte dos profissionais brilhava durante a carreira e depois, quando se retirasse, acabava na desgraça.

Em Angola estamos a viver coisa semelhante. É só ver quantos dos antigos futebolistas estão hoje no activo, desportivamente falando. E de músicos também temos bastantes vezes anúncios e campanhas de solidariedade para com um que caiu na desgraça. Mas as coisas mudaram em Portugal, os músicos conseguem melhores contratos, têm agentes e conselheiros de carreira, também, conselheiros financeiros.

No futebol, os clubes passaram a trabalhar a formação desportiva com a académica. O resultado é que hoje, quando vemos televisão ou ouvimos rádio, temos os Vidigal, Costinha, Jorge Andrade, Paulo Sousa, etc. a comentar com discursos articulados e com ciência. É gente já com formação superior, alguns com mestrados.

O Campeonato luso quase não tem técnicos estrangeiros, antes pelo contrário, Portugal exporta técnicos. Onde andam os nossos antigos futebolistas? Quantos estão a treinar no Girabola Zap e na formação, e com ciência? A prestação dos palancas é resultado disso. (opais)

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