Dona da PT Portugal envolvida nos Papéis do Panamá

Patrick Drahi (Reuters)

Patrão da Altice, Patrick Drahi, vem citado nos documentos do escândalo de corrupção mundial, mas nega qualquer ilegalidade.

A Altice, dona da PT Portugal, surge nos Panama Papers ou Papéis do Panamá, em português, o escândalo de corrupção à escala mundial que rebentou no passado fim de semana. O dono, Patrick Drahi, vem citado nos documentos.

O grupo franco-israelita Altice comprou não só a operadora de telecomunicações, que detém a Meo, como a Cabovisão.

Patrick Drahi já reagiu, num comunicado divulgado pela imprensa francesa, dizendo que “o grupo internacional Altice, controlado por M. Patrick Drahi e que conta atualmente com 262 filiais e participações no mundo, recorreu a uma sociedade panamiana, entre novembro de 2008 e dezembro de 2010”.

“Nem M. Patrick Drahi nem o grupo Altice, detiveram alguma vez, direta ou indiretamente, uma participação”.

Alega o mesmo comunicado que a sociedade foi utilizada para “operações acessórias” por razões de “estrita confidencialidade e em condições perfeitamente legais, sem nenhuma incidência fiscal” ou para “qualquer propósito de evasão, ocultação ou otimização fiscal “.

A maior investigação jornalística da história, divulgada na noite de domingo, envolve o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla inglesa), com sede em Washington, do qual a TVI faz parte e destaca os nomes de 140 políticos de todo o mundo, entre eles 12 antigos e atuais líderes mundiais.

A investigação resulta de uma fuga de informação e juntou cerca de 11,5 milhões de documentos ligados a quase quatro décadas de atividade da empresa panamiana Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e de património, com informações sobre mais de 214 mil empresas offshore em mais de 200 países e territórios. (TVI24)

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