Divisas nos bancos angolanos caem 27% na última semana

(Foto: D.R.)
As divisas vendidas semanalmente pelo Banco Nacional de Angola (BNA) à banca comercial caíram 27%, para 110 milhões de euros, transacções que há seis semanas são feitas exclusivamente com moeda europeia.

De acordo com o relatório semanal do banco central sobre a evolução dos mercados monetário e cambial, no período entre 28 de Março e 1 de Abril o BNA vendeu menos 26,9 milhões de euros em divisas,  face à semana anterior.

Do total vendido, 90 milhões de euros foram transaccionados em leilões de preço e destinaram-se à “cobertura de necessidades gerais de importação de empresas prestadoras de serviços ao sector petrolífero”.

Os restantes 20 milhões de euros destinaram-se a cobrir operações de natureza particular, “relacionada com salários de não residentes cambiais, ajuda familiar, educação, saúde, viagens e remessas de dinheiro para o exterior do país”, explica o BNA.

A taxa de câmbio média de referência de venda do mercado cambial primário, apurada ao final da última semana, ficou-se nos 161,468 kwanzas por cada dólar e de 108,408 kwanzas por cada euro, uma depreciação da moeda angolana de cerca 0,8% em sete dias.

Paralelamente, devido à escassez de divisas e limitações aos levantamentos de dólares impostos nos bancos, o mercado informal, de rua, transacciona a nota de um dólar norte-americano a mais de 350 kwanzas.

Antes do início da crise da cotação do petróleo, no verão de 2014, cada kwanza valia cerca de 100 dólares. A moeda angolana já perdeu desde então cerca de metade do valor, com o acentuar das dificuldades financeiras, económicas e cambias decorrentes da quebra na entrada de divisas através da exportação de petróleo.

A política cambial angolana passou a ser definida pelo novo governador do BNA, Valter Filipe Duarte da Silva, empossado no cargo a 7 de Março pelo Presidente da República, funções ocupadas desde Janeiro de 2015 pelo antigo ministro das Finanças, José Pedro de Morais Júnior, exonerado a seu pedido.

Persiste no país a forte redução da disponibilidade de moeda estrangeira no país, sendo o montante vendido aos bancos limitado às necessidades mais urgentes do sistema bancário e que obrigam a autorização do banco central.

A falta de divisas, em função da procura, continua a dificultar, por exemplo, as necessidades dos cidadãos que precisam de fazer transferências para o pagamento de serviços médicos ou de educação no exterior do país ou que viajam para o estrangeiro. (jornaldenegocios)

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