Destacado papel decisivo do PR no Memorando de Entendimento da paz

Vice-chefe do Estado Maior General das FAA para as Infra-estruturas, general Geraldo Abreu Muengo Ukuachitembo "Kamorteiro" (ANGOP/Arquivo)

O vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas para as Infra-estruturas e Logística, general Geraldo Abreu Muengo Ukuachitembo “Kamorteiro”, enalteceu hoje, sábado, em Luanda, o decisivo papel desempenhado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, para a materialização do Memorando de Entendimento da Paz em Angola, assinado a 4 de Abril de 2002, entre o Governo e a UNITA.

Falando numa palestra realizada no Instituto Superior de Ciências e Investigação Policiais, por ocasião dos 14 anos da assinatura dos acordos de paz, o oficial-general disse que a ordem do Comandante-em-chefe das Forças Armadas Angolanas foi fundamental, por ter sido traçado pelo mesmo o plano de paz de 13 de Março de 2002, uma iniciativa que se constituiu na alavanca que impulsionou a assinatura dos Acordos Gerais de 4 de Abril do mesmo ano.

De acordo o vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas para as Infra-estruturas e Logística, a missão cumprida pelos militares veio ao encontro das expectativas e objectivos do referido plano, face à cessação do conflito armado e ao alcance da paz definitiva em Angola.

Acrescentou que, após a conquista da paz, as FAA continuam a prestar um serviço valioso à sociedade, nomeadamente nas acções de desminagem dos campos agrícolas, na reconstrução das estradas, pontes e no apoio ao sector da saúde, bem como na manutenção da integridade territorial

Ao felicitar a Nação por mais uma efeméride do Dia da Paz em Angola, a assinalar-se dia 4 do corrente mês, o general Kamorteiro apelou ao reconhecimento dos pontos que unem e dividem os angolanos, porque “só assim teremos um país cada vez mais forte”

“A guerra acabou e a luta, agora, é contra outros tipos de sofrimento, temos que aprender, com a nossa história, para diminuir todas as questões que fizeram com que tivéssemos um passado bastante sombrio”, conclui.

O oficial-general foi um dos co-signátarios dos Acordos de Paz, em 4 de Abril de 2002, em representação do comando das extintas Forças Armadas de Libertação de Angola, ligadas ao partido Unita.

A assinatura do Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka selou o compromisso de todos os angolanos com a Paz e a Reconciliação Nacional. O acto, realizado a 4 de Abril de 2002, no Palácio dos Congressos, em Luanda, mudou o curso da História de Angola.

O documento foi rubricado pelo então chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), general Armando da Cruz Neto, e pelo então chefe do Alto Comando das Forças Militares da Unita, general Geraldo Abreu Muengo “Kamorteiro”.

A cerimónia, que marcou o fim da guerra em Angola, que provocou milhares de mortos, deslocados, mutilados e órfãos, foi honrada com a presença do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, entre representantes da comunidade internacional e entidades nacionais.

Desde a data, as autoridades nacionais encetaram passos para a validação do cessar-fogo, a aplicação plena do Protocolo de Lusaka, em 20 de Novembro de 1994, na capital zambiana, que previu, entre outros, a inserção dos quadros e militares da Unita nas estruturas do Estado e sociedade angolana.

O 4 de Abril constitui um dos maiores marcos nas conquistas do Povo angolano, pós-Independência Nacional, proclamada a 11 de Novembro de 1975, por marcar uma viragem decisiva no processo político e de desenvolvimento de Angola.

Pelo facto, a data foi instituída como feriado nacional, passando a ser referência histórica importante na luta do povo angolano pela sua dignificação e construção de uma sociedade próspera. (ANGOP)

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