Cuanza Norte: Responsável defende incremento de parcerias público-privada para preservação do património histórico

Ruínas da antiga Igreja da Nª Sª do Rosário elevada a categoria de monumento histórico nacional (Foto: Diniz Simão)

A directora do Instituto Nacional do Património Cultural, Maria da Piedade de Jesus, defendeu segunda- feira, na vila de Cambambe, o incremento das parcerias público- privada como modelo viável para salvaguarda do acervo histórico angolano.

Segundo a responsável, uma parceria neste domínio pode se constituir em uma alavanca para impulsionar a preservação, restauração e divulgação dos monumentos e sítios.

Referiu que muitas destas infra- estruturas já foram classificados como património Nacional, mas o seu estado de conservação e aproveitamento continua a inspirar alguma atenção para a sua revalorização a altura da dimensão de cada um deles.

Para a responsável, o envolvimento privado na preservação do património cultural afigura-se como um modelo para a conservação e defesa da estrutura arquitectónica e arqueológica de que muitos destes estão dotados, mantendo assim a sua autenticidade e evitar os riscos decorrentes da sua exposição.

Salientou que em 2012, o Ministério da Cultura gizou um programa conjunto com o Governo do Cuanza Norte, em parceria com a construtora brasileira Odebrecht, de que resultou na restauração das ruínas do primeiro edifício da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, situado na vila de Cambambe, no município com o mesmo nome, cuja placa de classificação foi descerrada durante o acto.

Acrescentou que tal envolvimento afigura-se como uma ante-câmara para a efetivação de outros projectos, ainda em carteira, com destaque ao contínuo estudo para a valorização do corredor do Kwanza pela sua importância no processo de penetração dos portugueses no interior de Angola, cujas aspirações apontam para a sua integração na lista do património mundial da humanidade.

Segundo Maria da Piedade, o estabelecimento do programa conjunto entre órgão ministeriais, governamentais e a Odebrecht permitiram a que se preservasse a autenticidade e garantia do monumento, agora considerado modelo de recuperação para os demais, na base de estratégias pré- concebidas. (ANGOP)

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