Como o mundo vai acabar? 5 cenários do que realmente pode acontecer

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Os fãs de teorias relacionadas ao fim do mundo prevêem constantemente que tudo vai acabar em algumas semanas ou meses – e muitos deles até compram suprimentos que possam ser úteis durante o Apocalipse.

No entanto, será que algum dos cenários imaginados pelos teóricos da conspiração realmente é plausível?

Infelizmente sim. Na verdade, alguns deles não são apenas possíveis, são prováveis.

A boa notícia é que é extremamente improvável que a maioria deles – embora não todos – ocorra enquanto estamos vivos, e até nos próximos milhares de anos.

Estes são alguns dos cenários de fim do mundo mais comuns, juntamente com as suas probabilidades de realmente ocorrerem e uma estimativa de data na qual isso seria possível.

1) Um vírus feito pelo homem acaba com a vida no planeta

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O Astrónomo Real Britânico Martin Reer fez uma aposta sombria em 2003, afirmando que até o final de 2020 um milhão de pessoas morreriam em um único caso de “bio-terrorismo ou erro da ciência”.

Ele acredita que o risco de que uma destas duas situações ocorra é real.

Rees disse, “Minha preocupação não é apenas com grupos terroristas organizados, mas com indivíduos estranhos com a mesma mentalidade das pessoas que hoje desenvolvem vírus de computadores.”

“Meu maior pesadelo seria de que algum louco com uma fantasia ecológica de que os humanos são uma praga, tentasse usar algum tipo de técnica biológica para matar muitos de nós – independentemente de quem fossem.”

Nos Estados Unidos, entusiastas que se auto-proclamam “bio-hackers” já competem para desenvolver novos grupos de bactérias – e talvez até novas formas de vida.

O campo da “biologia sintética” teve início em 2010 quando um cientista adicionou um DNA sintético à célula de uma bactéria pra criar uma “nova” forma de vida.

Um especialista em ética de Oxford, no Reino Unido, alertou que isso abriu a porta para “as bioarmas mais poderosas que poderíamos imaginar.”

2) Uma guerra nuclear explode no Oriente Médio

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Infelizmente este segue sendo o cenário mais provável, com vários pensadores influentes afirmando que os recentes confrontos entre estados que possuem armas nucleares significam que uma guerra nuclear está mais perto do que nunca.

Em 2015 os ponteiros do “Relógio do Fim do Mundo” – mantido pelo Bulletin of the Atomic Scientists – foram movidos e ficaram dois minutos mais próximos da meia-noite, parcialmente por causa da ameaça de armas nucleares.

Os ponteiros foram mantidos na mesma posição este ano.

Noam Chomsky disse em uma entrevista este ano, “A ameaça de uma guerra nuclear é maior hoje do que na época da Guerra Fria. O risco de uma guerra nuclear está concentrado na proliferação de incidentes envolvendo forças armadas com poderes nucleares.”

Nenhum país com um grande arsenal nuclear – como os Estados Unidos e a Rússia – realmente QUER um confronto nuclear.

O que os observadores temem é um confronto militar ou político que aumente as tensões ao redor de um ataque de mísseis nucleares – possivelmente fazendo com que um dos lados decida atacar.

Tanto a Rússia quanto a OTAN ainda estão na posição de realizar ataques nucleares em escala global, e as armas estão prontas para isso.

A Associação de Controle de Armas dos Estados Unidos disse, “Os Estados Unidos e a Rússia ainda implantam mais de 1.500 ogivas estratégicas em centenas de bombardeiros e mísseis – muito mais do que o necessário para deter um ataque nuclear – e estão modernizando seus sistemas nucleares”.

3) Um super-vulcão entra em erupção

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Um super-vulcão realmente poderia mergulhar a Terra na escuridão e mudar o clima do planeta para sempre?

Resposta: sim.

Acredita-se que exista um enorme “super-vulcão” escondido sob o Parque Nacional de Yellowstone, e quando ele finalmente entrar em erupção, irá cobrir os Estados Unidos de cinzas.

A erupção será tão catastrófica que irá alterar o clima do mundo todo.

Ainda não precisamos ter medo, pois os pesquisadores estão “99,9% certos” de que isso não irá ocorrer neste século – e de que nós veremos alertas relevantes muito antes do vulcão realmente entrar em erupção.

4)  Uma tempestade solar atinge a Terra

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Uma “super-tempestade solar” poderia queimar centrais de energia, cortar o fornecimento de água, deixar milhões de pessoas sem comida e desativar os satélites.

Em 2012 o cientista solar Pete Riley disse que a probabilidade de uma “super-tempestade solar” atingir a Terra nos próximos 10 anos era de “aproximadamente 12%”.

Os especialistas temem que a tempestade possa queimar redes eléctricas espalhadas pelo mundo.

“Francamente, este poderia ser um dos desastres naturais mais severos que o país e muitas partes do mundo poderiam enfrentar,” John Kappenman, consultor especializado em clima espacial, disse à Gizmodo.

O único registo de uma “super-tempestade” atingindo a Terra é de mais de 150 anos atrás, quando um cientista vitoriano chamado Richard Carrington descreveu uma erupção conhecida como “o evento Carrington”.

Em 1859 não havia telefones e satélites, mas a energia da tempestade devastou a comunicação – fios de telégrafos no mundo todo queimaram, e alguns operadores relataram que folhas de papel pegaram fogo.

Em nosso mundo conectado de hoje, os efeitos seriam mais sérios e a tempestade se transformaria no maior desastre natural de todos os tempos em termos financeiros, com um custo de triliões de dólares e efeitos que durariam por anos após o ocorrido.

5) Um robô assassino domina o mundo

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É um cenário familiar nos filmes de ficção científica, mas será que robôs assassinos realmente poderiam ser uma ameaça para a humanidade?

Resposta: sim, mas provavelmente não da maneira como Hollywood mostra.

A Human Rights Watch, ONG dos Estados Unidos, avisa que robôs no estilo Exterminador do Futuro – que podem “decidir” matar – poderão existir em algumas décadas.

A organização afirma que diversos governos estão trabalhando neste tipo de tecnologia, e alertou que armas autónomas – ou “robôs assassinos” – poderiam levar a atrocidades piores do que as vistas em qualquer outra guerra.

“O fato de não haver responsabilidade por parte dos robôs significa que não seria possível impedir crimes futuros, fornecer retribuições para as vítimas, ou condenar socialmente os responsáveis,” disse Bonnie Docherty da Human Rights Watch.

“Os vários obstáculos que tornariam impossível trazer justiça para potenciais vítimas mostram que nós precisamos banir urgentemente as armas completamente autónomas.”

Em 2016 o Pentágono alertou que “regimes autoritários” poderiam dar aos sistemas bélicos o poder de decidir matar – algo que poderia ser atractivo para regimes nos quais o líder deseja obter o controle total. (YAHOO)

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