Como Marcelo Rebelo de Sousa comemorou o 25 de abril

(REUTERS)

O Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa comemorou o 42° aniversário do 25 de abril 1974 com uma homenagem ao capitão Salgueiro Maia.

A agenda do Presidente da República para comemorar a queda da ditadura começou à meia-noite e um minuto do dia 25 de Abril.

Marcelo Rebelo de Sousa foi o visitante número um do novo Museu das Notícias – o NewsMuseum, em Sintra. Fez aí o primeiro balanço de 42 anos de democracia: “O balanço é claramente positivo. Muito foi cumprido, mas ainda há muito por cumprir”, disse.

Dez horas depois, entrou no Parlamento segurando um cravo vermelho, símbolo da revolução. O antecessor, Aníbal Cavaco Silva, nunca o fez. Antes dos discursos ouviu-se o hino nacional e o tema Vejam bem, do cantor de intervenção Zeca Afonso.

Na primeira intervenção como chefe de Estado na cerimónia, Marcelo lembrou que foi o 25 de Abril que permitiu a democracia e a descolonização, entre 1974 e 75, e pediu que não se esquecesse o que está por fazer: “O Portugal pós-colonial tem de cuidar mais da língua, valorizar mais a cultura, ir mais longe na educação, na ciência e na inovação, dar mais peso às comunidades espalhadas pelo Mundo, apostar mais na CPLP, dar aos que de fora vieram e integraram o nosso País Social a importância no País Político que lhes tem sido negada”, afirmou.

Depois, pediu esperança, optimismo e consensos – sobretudo aos partidos políticos. Defendeu que “Portugal não pode nem deve continuar a viver, sistematicamente, em campanha eleitoral”.

Marcelo alertou ainda para o facto de, sendo embora o saldo das conquistas da democracia “claramente positivo para quem tenha memória dos anos 70”, este pode “começar a ser preocupantemente descoroçoante para quem só se lembrar dos anos 90 e da viragem do século”.

O Presidente juntou-se à homenagem a Salgueiro Maia, o capitão que, na madrugada de 25 de Abril de 1974, comandou as tropas revolucionárias de Santarém até Lisboa, e se tornou uma figura central do golpe.

Cercou o quartel da Guarda Nacional Republicana, no Carmo, onde estava refugiado Marcello Caetano, chefe do Governo da ditadura que cairia ali e padrinho de casamento dos pais de Marcelo Rebelo de Sousa. (REUTERS)

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