Chefe de Estado lançou sementes no projecto agrícola da Quiminha

Presidente da República, José Eduardo dos Santos, recebeu informações detalhadas sobre a produção de diversos produtos hortícolas ali desenvolvidos . (Foto: Francisco Bernardo)

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, recebeu informações detalhadas sobre a produção de diversos produtos hortícolas, no perímetro do Projecto Integrado de Desenvolvimento Agrícola e Regional da Quiminha, no município de Icolo e Bengo, em Luanda.

A jornada de campo do Chefe de Estado angolano, a segunda depois de o ter feito em Novembro de 2015, atingiu o ponto mais alto quando procedeu ao lançamento das primeiras sementes para o cultivo de milho numa semeadora.

No início da actividade presidencial, o PR visitou o principal reservatório de água e uma aldeia familiar, onde fez a entrega simbólica a duas famílias dos títulos de residência e de terrenos para agricultura familiar.

Efectuou também visitas guiadas ao centro logístico do projecto e à zona dos terrenos de cultivo intensivo, onde fez a colocação de sementes de milho na semeadora, marcando o início do processo de sementeira. Iniciado em 2012, o projecto compreende uma área de cinco mil hectares entre as comunas de Cabiri e Bom Jesus, localizadas cerca de 60 quilómetros a Norte de Luanda.

A cada família de camponeses serão atribuídos três hectares de terra para cultivo. Além da produção agrícola, preconiza-se a de 22 milhões de ovos e de vários tipos de vegetais em grandes quantidades (aproximadamente 25 mil toneladas de produtos por ano), cuja produção arranca dentro de seis meses, dentre eles tomate, cebola, pimento, milho doce, quiabo, beringela, feijão verde, repolho, alface, melão, cenoura, melancia, soja, batata, repolho, doce, sorgo e soja.

O referido projecto, que foi aprovado em Conselho de Ministros em 2010, visa impulsionar o desenvolvimento económico e social da região da Quiminha, através de investimentos em infra- -estruturas, exploração agrícola familiar, criação de empresas de produção intensiva e instalações industriais de apoio à produção agrícola.

No local, estão a ser construídas infra-estruturas para o sistema de captação, transporte e abastecimento de água, um centro logístico e redes viária e eléctrica, bem como 300 casas para produtores familiares e 10 para professores, técnicos agrícolas, enfermeiros e um centro de formação e gestão agrícola.

Em construção está também um centro social integrado de escola, posto médico, jardim-de-infância, instalações desportivas e de apoio à produção constituída por oficina, armazéns, pavilhões de hortícolas e de selecção e empacotamento de produtos.

Projecto agrícola Uma produção na ordem de 50 mil toneladas de produtos diversos será alcançada pelo Projecto Integrado de Desenvolvimento Agrícola da Quiminha, a médio prazo, quando a iniciativa atingir o seu pico máximo de produtividade Essa garantia foi dada pelo ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga, quando falava à imprensa à margem da visita do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, ao projecto iniciado em 2012.

Segundo o ministro, o projecto destaca-se pela complementaridade entre a produção em grande escala e a familiar. “No projecto, estão instaladas 300 famílias em parcelas de um hectare (um hectare equivale a um campo de futebol) cada”, salientou.

Neste quadro, prosseguiu o ministro, cada família vai receber uma residência, beneficiar de irrigação e de parcelas de sequeiro. Presente no recinto, o gestor da Empresa de Mecanização Agrícola (Mecanagro), Carlos Alberto Jaime, disse estarem criadas as condições para o sucesso do projecto. Afirmou que as condições de solo, água e irriga- ção garantem uma produção durante todo o ano. Na primeira fase, está prevista uma produção de cerca de 40 mil toneladas de produtos. Para o fim da segunda prevê-se, a produção de cerca de 100 toneladas/ano. O projecto contempla uma área de dois mil e 300 hectares de terras aráveis para 10 fazendas, sistema de captação, bombagem e distribuição de água. Produção de milho A produção de milho em escala industrial pelo Projecto de Desenvolvimento Agrícola da Quiminha, no município de Icolo e Bengo, em Luanda, está a ser vista como um importante complemento ao Programa das Grandes Moagens, implementado pelo Executivo angolano, no quadro da diversificação da economia do país.

Para a ministra da Industria, Bernarda Gonçalves Martins, que falava igualmente à margem da visita do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, ao Projecto de Desenvolvimento Agrícola da Quiminha, a produção de milho vai proporcionar matéria- -prima para as moagens.

Segundo a governante, quando a produção da Quiminha estiver no auge vai contribuir para a cobertura das necessidades, em milho, do país e, quando houver excedentes, exportar. Igualmente em declarações à imprensa, o ministro da Economia, Abrahão Gourgel, considerou ser uma grande contribuição ao processo de diversificação da economia. Disse ser uma iniciativa que implica a substituição das exportações.

Para o consumo de água potável e irrigação, está prevista a construção de três estações elevatórias para o abastecimento de água, com sistema de captação e reservatório de 300 mil metros cúbicos.

O projecto está a ser implementado numa área de cinco mil hectares, contará igualmente com subestações eléctricas e terá um infantário, escola, posto médico, infra-estruturas desportivas, sala de convívio, supermercado e agência bancária, entre outros serviços. (jornaldeeconomia)

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