Casos de cancro aumentam no Instituto Nacional de Oncologia

Dia mundial do cancro da Mama (Foto: Roário dos Santos)

Cem pessoas com suspeita de cancro são atendidas diariamente no Instituto de Oncologia, contra 50 assistidas no ano 2015, informou hoje, sexta-feira, em Luanda, o rádio -oncologista António Armando.

Em declarações à Angop, a propósito do Dia Mundial do cancro, a comemorar-se hoje, referiu que este aumento deve-se ao árduo trabalho de sensibilização da população sobre prevenção efectuado com a ajuda dos órgãos de comunicação social. Fez saber que anualmente em média ocorrem cerca de mil e 300 casos novos e os cancros da mama, colo do útero, pele, próstata, linfomas e os tumores da cabeça são os mas frequentes

Esclareceu que esses dados não representam a magnitude da doença no país, mas sim os casos que chegam até ao Instituto.

“A prevenção ainda é o melhor caminho para se evitar a doença”, disse.

Segundo o responsável, a abordagem mais viável e com melhor relação custo eficácia de luta contra o cancro é evitar a exposição aos agentes causadores de cancro ou aos seus factores de risco, incluindo as infecções, o tabagismo e a obesidade. É possível sobreviver-se a um cancro, caso este seja detectado e tratado na fase inicial.

“Os estilos de vida pouco saudáveis, tais como a alimentação desequilibrada, a falta de exercício físico, o tabagismo, o consumo nocivo de álcool e algumas infecções crônicas, aliadas ao stress, contribuem para o aumento das probabilidades de se desenvolver cancro”, frisou.

Explicou que os doentes são submetidos a quimioterapia e radioterapia, que é a utilização da alta energia dos raios x para destruir as células cancerígenas, cujo tratamento é realizado regularmente durante um período de tempo para obter o maior efeito sobre as células cancerígenas, limitando os seus danos.

Disse ainda que nesse tipo de tratamento a radiação atinge todas as estruturas (tecidos e órgãos) que estiverem no trajecto do feixe de radiação até o tumor.

O Centro Nacional de Oncologia é uma unidade sanitária de referência no país, vocacionado a efectuar análises externas, consultas, diagnóstico, tratamento, palestras, seminários, pesquisas, investigação, entre outros serviços.

A OMS estima que, no ano 2030, podem-se esperar 27 milhões de casos incidentes de câncer, 17 milhões de mortes por câncer e 75 milhões de pessoas vivas, anualmente, com câncer. O maior efeito desse aumento vai ser em países de baixa e média renda. (ANGOP)

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