Cabo submarino de fibra óptica: Construção do SACS arranca com estudos geológicos

António Nunes - Presidente do Conselho Executivo da Angola Cables (Foto: Fernando Mateus)

Aconteceu ontem (26 de Abril), em Luanda, a primeira reunião operativa entre as empresas envolvidas na construção do sistema de cabo submarino de fibra óptica SACS, nomeadamente, a NEC, a OSI e Angola Cables. Pela NEC esteve Krochi Kawakami que encabeçou uma delegação de 7 técnicos enquanto que pela OSI esteve Perry Wright igualmente acompanhado por uma comitiva e da parte angolana o gestor do projecto, Clementino Fernando, também com sua equipa.

No encontro, presidido pelo CEO da Angola Cables, António Nunes, foi definido o plano de trabalho, estudos geológicos a serem efectuados e definição de rotas possíveis para a instalação dos cabos. “Nós já fizemos estudos com mapas disponíveis, o que chamamos estudos de secretária. Agora vamos ter um barco que vai fazer o percurso onde o cabo vai ser colocado, ou seja, na prática vai fazer um scaneamento do fundo do mar. Depois disso, será determinado que cabo deve ser construído, porque dependendo do tipo de solo em que o cabo vai pousar no fundo do mar, poderemos definir se o mesmo será simples ou armado”, explicou o CEO da Angola Cables, António Nunes.

Estendendo-se por mais de 6,200 mil quilómetros de rede no atlântico sul, tendo um custo previsto de 160 milhões de dólares norte americanos, o SACS vai conectar Luanda à cidade brasileira de Fortaleza, ligando directamente o continente africano á América Latina pela primeira vez, tornando possível as transmissões internacionais de dados em grandes volumes e á alta velocidade entre estes dois pontos do globo. A partir de Fortaleza, o SACS será conectado a outro sistema de cabo que vai até Miami, Florida, tornando possível que Angola e África estejam ligados directamente aos Estados Unidos da América

O SACS incorpora tecnologia óptica de ponta capaz de disponibilizar o mais avançado sistema de telecomunicações submarino, em conjunto com um sistema de controlo baseado no conceito inovador de (SDN), uma solução tecnológica usada para responder às aplicações que necessitem de largura de banda intensa. O Cabo Sumarino terá uma capacidade inicial de 40Tpbs (100Gbps x 100 wavelengths x 4 fiber pairs).

“O nosso principal objectivo é melhorar a qualidade da comunicação entre a África e as Américas, criando uma rota totalmente nova no hemisfério sul, capaz de atender a demanda do tráfego e às crescentes necessidades de troca de dados da região, tanto actuais, como futuras”, disse António Nunes, CEO da Angola Cables.

“O sistema de Cabo do Atlântico Sul é um Cabo de sistema único que irá ligar directamente Angola ao Brasil e o resto do mundo, e a NEC Corporation tem orgulho por ser o fornecedor escolhido, do sistema, por isso gostaria de agradecer a Angola Cables por dar a NEC a oportunidade de fazer parte desta fase de construção do cabo”, disse Toru Kawauchi, Director Geral da NEC, Divisão de Redes Submarinhas. “Como um dos construtores de Top mundial de sistemas de Cabos Submarinos, com mais de 40 anos de experiencia, a NEC está comprometida com o sucesso do SACS e a construção da nossa relação com a Angola Cables”, concluiu.

(nota de imprensa enviada à redacção do Portal de Angola com pedido de publicação)

 

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