Barcelona-Real Madrid, 1-2 (vídeo)

(REUTERS)

Para ti Cruijff. Com amor, Cristiano Ronaldo.

Noite de gala em Barcelona, noite de clássico. Camp Nou vestiu-se a rigor para lembrar quem partiu mas ficará para sempre na memória dos adeptos. O mito, Johan Cruijff.

Foi com inúmeras homenagens ao falecido jogador holandês que começou o espetáculo. Barcelona e Real Madrid encontraram-se à 31ª jornada da liga, tendo ambições forçosamente distintas.

Com Cruijff no pensamento, o Barcelona «encarnou» de forma quase perfeita o futebol ofensivo eternizado pela glória e dominou por completo o rumo dos acontecimentos no primeiro quarto de hora do encontro, secando todas as iniciativas de jogo adversárias.

Logo aos 10 minutos, Luís Suárez, um matador por excelência, falhou de forma quase incompreensível um golo cantado, para espanto dos mais de 99 mil adeptos presentes nas bancadas

O lance acordou as hostes madrilenas e o encontro subiu a pulso de intensidade, até demais. Antes da meia hora o árbitro já tinha ido ao bolso quatro vezes, dois amarelos para cada lado. Muita luta a meio campo e cortes de risco na defesa conduziram a esse resultado.

Os catalães não deixaram o Real adormecer, rondando sempre a grande área e tentando penetrar na débil muralha defensiva dos madrilenos com passes rasgados nas costas.

Mas os merengues aguentaram a pressão e partiram para cima, apanhando os catalães de surpresa. Tanto que nos últimos quinze minutos da primeira parte, foi bastante mais frequente ver a bola acompanhada do branco das camisolas madrilenas.

O empate ao intervalo era, contudo, algo enganador, face às oportunidades criadas pelos catalães na primeira parte.

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De resto, há sete anos que um «clássico» não chegava ao intervalo sem golos.

Piqué colocou um travão no atrevimento merengue

O segundo tempo começou como terminou o primeiro. O Real voltou a entrar bem e conseguiu perturbar a defesa catalã com algumas investidas perigosas.

Mas do outro lado está Messi, e isso é sempre um fator a ter em conta. Que o diga Keylor Navas. O guarda-redes costarriquenho do Real Madrid travou um duelo particular com o craque argentino. Duelo esse que teve o seu apogeu ao minuto 55.

Lance incrível de futebol, com Messi a rematar em jeito e o guarda-redes a voar para salvar o lance e desviar para canto. Já não teve tanta sorte a seguir.

Canto cobrado por Rakitic, Piqué libertou-se bem da marcação de Pepe e cabeceou junto à marca de penalti para o fundo das redes, inaugurando o marcador aos 56 minutos.

Benzema trocou as (meias) voltas ao Barça

Tudo apontava para que o golo de Piqué fosse o início do fim para o Real Madrid, mas Benzema fez questão de estragar a festa catalã.

Aos 62 minutos, Marcelo arrancou desde o meio campo, passou por vários adversários e entregou a bola a Toni Kroos. Sozinho na área, o alemão tentou o remate mas a bola desviou em Jordi Alba e terminou nos pés de Benzema. De costas para a baliza, o avançado francês rematou à meia volta para o empate, num tento que gelou Camp Nou e o Barcelona.

Depois de um período de maior adormecimento, o jogo voltou a animar no último quarto de hora. E que bem esteve o Real Madrid, conseguindo criar várias ocasiões de verdadeiro perigo. Primeiro foi Cristiano Ronaldo a rematar ao ferro da baliza de Bravo, depois foi Alba a impedir que o remate de Bale cruzasse a linha de golo.

Lá atrás, Sergio Ramos não aguentou as ofensivas catalãs e acabou por levar o segundo amarelo, deixando o Real com menos um a sete minutos dos noventa.

Quem mais? Cristiano Ronaldo fez a justa remontada

Mesmo em inferioridade numérica, os merengues não deixaram de acreditar e continuaram a apostar no ataque, acabando por colher os frutos minutos depois.

Aos 85 minutos, quem mais. Cristiano Ronaldo é descoberto ao segundo poste por Bale, tira Dani Alves do lance com um domínio de peito e finaliza sem rodeios por debaixo das pernas de Bravo. A remontada dos merengues teve assinatura portuguesa.

Vitória justa do Real Madrid por aquilo que fez no conjunto das duas partes. Desde 1965 que os merengues não conseguiam dar a volta ao resultado em Camp Nou, em jogos oficiais. Derrota nada expectável do teoricamente favorito Barcelona, que já não conhecia o sabor da derrota há 39 jogos.

Um bom espetáculo de futebol no tributo a Johan Cruijjf. Descansa em paz eterna glória, porque Cristiano Ronaldo «está aqui» para continuar a homenagem ao futebol. (Mais Futebol)

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