Avultados investimentos garantem o relançamento da economia nacional

Novas estradas e caminhos-de-ferro interligam o país do Norte ao Sul facilitando a circulação entre pessoas e bens. (Foto: Vigas da Purificação)
Novas estradas e caminhos-de-ferro interligam o país do Norte ao Sul facilitando a circulação entre pessoas e bens.
(Foto: Vigas da Purificação)

A China é um dos principais parceiros económicos que tem ajudado Angola a alcançar níveis aceitáveis de desenvolvimento em infra-estruturas cujas obras contribuem para o benefício da maioria da população.

O empréstimo bilionário da China a Angola de dois biliões de dólares norte-americanos, logo após a paz, tendo como meio de troca o crude, constituiu-se na principal alavanca para o relançar de uma economia desestruturada e inflacionada.

Dependente das importações, com indústrias destruídas, sem vias rodoviárias e ferroviárias circuláveis. Este primeiro avultado empréstimo da China permitiu um grande ganho ao povo angolano no domínio da circulação de pessoas e bens.

Foi possível construir novas estradas e caminhos-de-ferro –, que hoje ligaram o país de Norte a Sul e Leste ao Oeste. O petróleo deu muito mais ao país. Permitiu, em anos áureos, o acumular excessivo de reservas cambiais, o estabilizar da economia, o controlo da inflacção e o financiamento de projectos agrícolas e industriais que visam o relançar de uma economia mono-dependente, assim como a diversificar para evitar as importações de quase tudo.

Com a paz, foi possível o surgimento de uma classe empresarial financiada pelos bancos – até 2002, ano da paz, Angola não tinha meia dezena de bancos. Hoje, o país tem mais de duas dezenas. Havia apenas uma seguradora, a Ensa – empresa pública. O mercado dos seguros agora é competitivo e animado por cerca de duas dezenas de seguradoras.

Angola conseguiu tornar o diamante, um dos recursos minerais que financiou a guerra, numa fonte de riqueza apenas para fins benéficos. Através do processo kimberley, foi possível pôr fim ao comércio ilícito de diamantes, vulgo diamantes de sangue.

Neste processo, Angola é reconhecida internacionalmente pelo seu excelente contributo. No domínio da agricultura, foram implementados vários projectos, com destaque para a Biocom – companhia de produção de açúcar e energias limpas (província de Malanje) projecto agrícola da Quiminha (Luanda), produção de cereais e ovos (província de Malanje) e o projecto agro-pecuário Aldeia Nova, no Waku Kungo, dentre outros.

Já no domínio energético, tendo em conta o défice que o país Avultados investimentos garantem o relançamento da economia nacional China é um dos principais parceiros económicos que tem ajudado Angola a alcançar níveis aceitáveis de desenvolvimento em infra-estruturas cujas obras contribuem para o benefício da maioria da população Novas estradas e caminhos-de-ferro interligam o país do Norte ao Sul facilitando a circulação entre pessoas e bens.

Neste momento, está em curso a construção do maior aeroporto internacional do país, em Luanda tem, quer para consumo doméstico quer para o industrial, estão a ser executados vários projectos, dentre os quais a central do ciclo combinado do Soyo que começa a gerar electricidade a partir de 2017, com uma potência instalada de 750 megawatts.

A barragem de Laúca, no Cuanza Norte, cujas duas primeiras turbinas vão produzir 340 megawtts (mw) e a reabilitação e modernização da barragem de Cambambe, em curso desde 2009, que vai gerar 960 megawatts de energia e beneficiar oito milhões de pessoas.

No ramo dos transportes, além da construção das vias rodoviárias e férreas, foram construídos pelo menos oito aeroportos, em várias províncias, com destaque para o internacional da Catumbela, situado na província de Benguela. Neste momento, está em curso a construção do maior aeroporto internacional do país, em Luanda.

Foram igualmente adquiridas, dentro dos 14 anos de paz, várias aeronaves para voos domésticos e internacionais. Em relação ao sector de geologia e minas, o ministério está a efectuar o levantamento e o cadastramento de todos os recursos minerais do país para a sua melhor gestão e exploração, assim como para diversificar a economia de forma sustentável.

Quanto à indústria, uma das áreas decisivas para o desenvolvimento de Angola, embora de forma tímida, estão a ser implantadas fábricas diversas em vários pólos industriais. De igual modo, destaca-se a Zona Económica Especial, um projecto industrial erguido em tempo de paz.

CUANDO-CUBANGO

A necessidade de os angolanos arregaçarem as mangas para o cumprimento das medidas adoptadas pelo Executivo, com vista à aceleração da diversificação da economia e a criação de mais postos de trabalho, foi defendida na segunda-feira, no Cuchi, pelo governador em exercício do Cuando Cubango, Pedro Camelo, que referiu que o objectivo é reduzir-se os índices de pobreza e a consequente inserção da economia nacional no mundo.

MOXICO

O vice-governador provincial do Moxico, Manuel Lituai, apelou para a necessidade de se repensar os programas de produção interna para permitir aumentar, a curto prazo, a exportação em grande escala de produtos não-petrolíferos. O vice-governador, que falava no acto de abertura das comemorações do “4 de Abril”, Dia da Paz e Reconciliação Nacional, disse que a medida permitirá aumentar as receitas não-petrolíferas do país de forma significativa.

HUAMBO

A inauguração de empreendimentos de impacto económico e social marcou as comemorações dos 14 anos de Paz e de Reconciliação Nacional. Entre as inaugurações, constou a do edifício da repartição de estudos e planeamento do município do Ucuma, e uma escola, na comuna do Mundundo, na mesma municipalidade. Ainda foi inaugurada a cadeia de frio para o depósito de medicamentos.

CABINDA

A governadora de Cabinda, Aldina Matilde Catembo, instou os camponeses locais a engajarem-se no aumento da produção, com vista a garantir uma maior oferta de produtos do campo nos mercados urbanos e suburbanos da província. Falando, recentemente, na comuna de Massabi, Matilde Catembo avançou que o incremento da produção nacional se afigura um imperativo para diminuir as importações.

CUNENE

Os habitantes do município de Ombadja, província do Cunene, beneficiaram de novas infra-estruturas sociais, inauguradas terça-feira pelo governador provincial do Cunene em exercício, José Nascimento Veyalenge. Entre as infra-estruturas constam a sede da repartição municipal da Educação, da administração comunal na vila do Xangongo e outras de carácter sócio-económicas. A circulação de pessoas e bens na província é uma realidade.

NAMIBE

O administrador do município do Camucuio, Caita Cavaco, realçou que a aposta do Executivo no investimento no sector da educação, por forma a inserir mais crianças no sistema normal de ensino, é contínuo. Caita Cavaco, que falava no acto comemorativo do 4 de Abril, Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, destacou a necessidade de melhorar-se, cada vez mais, o sector, com a construção de mais salas de aula. (jornaldeeconomia)

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