Avionetas e drones para todos (vídeo)

(EURONEWS)

Mais de 600 empresas de 35 países, 33.000 visitantes e 600 jornalistas de todo o mundo participaram, no último fim de semana, na AERO Friedrichshafen, a maior feira europeia de aviação de pequeno porte, nas margens do lago Constança, na Alemanha. As empresas internacionais do setor mostraram as principais novidades, dos ultraleves e asas delta aos jatos de negócios, passando por helicópteros, aviões elétricos, equipamento de bordo e de manutenção.

Os sistemas de paraquedas que protegem não só um piloto ou ocupante, mas todo o avião, aparecem cada vez mais nos últimos anos. Nesta edição, foram uma das grandes sensações da AERO Friedrichshafen. Pela primeira vez, um sistema destes foi instalado num jato de negócios Cirrus, o SF50, que este ano vai receber a aprovação para voar e deve depois começar a ser produzido em série: “O paraquedas neste avião é chamado CAPS – Cirrus Airframe Parachute System. Temos paraquedas em todos os aviões que produzimos, 6300. Se o piloto está numa situação de emergência, quando tudo o resto falhou, qualquer pessoa a bordo pode puxar uma alavanca que faz o avião inteiro descer de paraquedas”, explica Todd Simmons, um dos dirigentes da empresa.

Os drones foram também estrelas neste salão. O recinto fechado onde decorreram as corridas de drones foi uma das zonas mais visitadas pelos jovens. Quem opera um destes aparelhos utiliza uns óculos que dão a visão da câmara, o que faz com que se tenha a perspetiva de um piloto.

Com cerca de três milhões de drones a voar na Europa, a principal associação de drones da Alemanha (UAV DACH) pediu mais atenção por parte dos utilizadores: “Não há restrições legais. Aplicam-se os mesmos termos que ao aeromodelismo, ou seja, não há regras abaixo dos cinco quilos, o que significa que qualquer pessoa que compre um drone na internet ou numa loja pode tirá-lo da caixa e operá-lo sem saber sequer o que está a fazer. Os pilotos de drones devem saber o que estão a fazer, devem conhecer os riscos e a responsabilidade. Isso só é possível através de formação, que ainda não existe. Não há regulamentos para obter licenças nem há formação nos clubes, exceto nos clubes de aeromodelismo, onde os membros ensinam uns aos outros aquilo a que chamamos consciência para a aviação”, diz Uwe Nortmann, dirigente da UAV DACH.

O sonho de voar não pode ser limitado pelas barreiras da deficiência física. Vários aparelhos podem ser modificados, para poderem ser usados por pessoas com deficiência. até o parapente é possível, graças a uma cadeira de rodas especial.

Michael Amtmann é presidente de uma associação dedicada aos portadores de deficiência que gostam de voar: “Os praticantes de parapente com deficiências, como eu, precisam de uma cadeira de rodas com suspensão e rodas largas, para poderem descolar e aterrar num terreno acidentado”, conta.

Com a divisa “Be a pilot” (sê um piloto), o salão promove o sonho de voar e tenta motivar a próxima geração de pilotos. A ideia do programa é guiar todos aqueles interessados numa futura carreira na aviação. Vários organismos de formação participaram no salão para informar sobre todos os aspetos a ter em conta para quem quer aprender a pilotar. (EURONEWS)

por Ricardo Figueira

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