Atrasos nos pagamentos de salários resultam de prioridades de alguns sectores

(Foto: Angop)

O administrador do Instituto para o Sector Empresarial Público (ISEP), Sebastião de Sousa e Santos Júnior, esclareceu esta semana que os atrasos salariais registados nos últimos meses em algumas empresas públicas se deve ao facto do Governo estar a efectuar pagamentos de forma prioritária por sectores, devido ao elevado volume de despesas do Estado.

O gestor, que falava à Angop no final de visita de ajuda e controlo nesta agência de notícias, ressaltou que o Estado está a gerir o Orçamento Geral do Estado (OGE), com o pagamento por sector prioritário, para poder cobrir as necessidades e despesas nacionais.

Referiu que os atrasos se registam também nas instituições públicas, ministérios, governos provinciais devido ao elevado volume de despesas do país.

Explicou que o OGE foi feito com base em 45 dólares por barril de petróleo e hoje o preço está abaixo, logo, à partida já está deficitário, ou seja, significa que o Estado não tem dinheiro suficiente para cobrir todas as despesas de uma só vez, daí pagar em função das prioridades, de modo a resolver a necessidade de todos.

Salientou que estabeleceram com as empresas, cujas contas foram aprovadas com reservas, um compromisso no sentido de receberem instruções e estabelecer um plano de eliminação das reservas, com auditoria externa que vai assessorar no sentido de ajudar a superar a situação.

Realçou não terem encontrado resistência no cumprimento das recomendações do instituto por parte das empresas, pois o Isep é que faz a triagem, análise, avaliação e relatório, e aprovação das contas é feita pelo ministro da Economia que representa o accionista do Estado.

Segundo o gestor, constatou-se que muitas empresas com reservas têm cumprido com as recomendações feitas pelo Isep, da prestação de contas trimestrais, de modo a permitir que elas sejam cada vez mais livres, certas e consentâneas.

O Isep controla pelo menos 100 empresas públicas, das quais 60 prestam contas, e outras estão em processo de liquidação e extinção por não conseguiram evoluir como empresas. Quanto à extinção das empresas, disse, o Executivo aprovou a extinção de 48 e está a ser preparado o ambiente para que isso possa ocorrer.

Relativamente à visita às instalações da Angop, Sebastião de Sousa e Santos Júnior disse que a delegação conheceu a dimensão da Angop, desde os serviços ao grau de funcionamento. Salientou terem constatado falta de espaço para o bom funcionamento da agência e de todos os serviços e falta de condições de trabalho que se deve à exiguidade da estrutura do edifício.

Para o efeito, foi apresentada a proposta da agência querer ter as suas próprias instalações, para acomodar as diferentes áreas de forma compatível com os objectivos da agência, e o seu objecto social, com a apresentação do projecto de construção da sede.

Explicou que outro objectivo da visita era saber onde as empresas não têm capacidade financeira, como resultado da sua gestão, indicar os constrangimentos que fazem com que a empresa não seja de facto rentável para deixar de depender da ajuda do Estado. No âmbito deste programa, o Isep já visitou 10 empresas. (jornaldeeconomia)

 

 

 

 

 

 

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