Angola tem implementado estratégias para fomentar cooperativismo

Participantes a I Conferência Nacional sobre Cooperativismo (Foto: Gaspar Santos)

O Executivo tem implementado políticas públicas e estratégias para reforçar a parceria entre o sector público e privado, visando a fomentar o cooperativismo a nível nacional, disse hoje, em Luanda, ministro da Economia, Abrahão Gourgel.

Segundo o governante, que falava na cerimónia de abertura da Conferência Nacional sobre Cooperativismo, estas parcerias serão capazes de oferecer alternativas concretas de caminho a seguir para ultrapassar o difícil momento que o país enfrenta.

“Essa estratégia oferece alternativas ao sistema produtivo convencional, por meio de formas de organização da actividade económica que são mais participativas, inclusivas faces às oscilações do ciclo conjuntural da economia”, disse.

Pela experiência dos demais países, prosseguiu, entendemos que o desenvolvimento do sector cooperativo remonta às revoluções industriais e agrícolas dos séculos XVIII e XIX e têm jogado um papel preponderante no desenvolvimento económico das nações e das comunidades.

De acordo com o ministro, estes factores ocorreram com o propósito de inaugurar uma alternativa económica para actuar no mercado diante do capitalismo ganancioso vigente naquela época, em que prevaleciam os abusos de preços, exploração da jornada de trabalho e o crescente desemprego decorrente da revolução industrial.

“A experiência internacional revela que as cooperativas têm contribuído imensamente na melhoria da vida e no progresso económico, social e cultural de diferentes comunidades. Isto acontece em países com diferentes níveis de desenvolvimento, em que se tem promovido o espírito de unidade, camaradagem e alto senso de estabilidade e responsabilidade entre as pessoas”.

Com efeito, Abrahão Gourgel acrescentou que estudos realizados demonstram que o cooperativismo pode ser uma forma de organização empresarial com vasta relevância económica e social capaz de gerar emprego e aumentar a produção de bens e serviços bem como contribuir para a segurança alimentar, promoção da inclusão social e a integração regional e redução da pobreza em larga escala.

Por essa razão, acrescentou o titular da pasta da Economia, a constituição da República de Angola consagra no seu artigo 38.º n.º2, o direito à livre iniciativa cooperativa, bem como, no seu artigo 92º, a garantia da coexistência dos sectores público, privado e cooperativo.

“ O fomento do cooperativismo surge no topo das agendas políticas de vários países, com particular realce para alguns países da África subsariana tal como o Quénia, Tanzânia, Gana e Moçambique”. (ANGOP)

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