Angola deve investir na agricultura USD 368 milhões por ano – FAO

Mamoudu Diallo - Representante da FAO em Angola (Foto: Gaspar Santos)

Trezento e 68 milhões de dólares norte-americanos é o valor que Angola deve investir anualmente agricultura para atingir os objectivos do milénio, afirmou hoje, sexta-feira,no Lubango, província da Huíla, o representante do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Mamoudu Diallo.

Ao citar dados da FAO, no quadro da preparação de planos de investimento para a agricultura em África, disse que Angola precisa de fazer este investimento e reforçar o seu plano nacional de desenvolvimento para alcançar os objectivos de desenvolvimento até 2020.

“Angola precisa de mais de quatro mil milhões de dólares para investir até 2020, quer dizer um investimento anual de 638 milhões de dólares no sector agrícola”, explicou o alto funcionário das Nações Unidas.

Para isso, defendeu ser necessário desenvolver-se alternativas para angariar os fundos. “Temos de trabalhar juntos e encontrar as formas de angariar, se pretendemos alcançar os objectivos do milénio para Angola e um crescimento mínimo de oito porcento na agricultura”.

Mamoudu Diallo reconheceu as dificuldades impostas pela actual crise financeira, mas disse ser possível atingir esta meta com trabalho conjunto “e se cada um de nós exercer as nossas capacidades para elaborar e implementar planos de investimento mais estruturados e viáveis”.

O representante da FAO considerou fundamental potenciar-se a agricultura familiar e o aproveitamento das potencialidades agro-pecuárias das províncias da Huíla, Benguela, Namibe, Cuando Cubango, Cuanza Sul, Cunene, Huambo e Bié.

“Devemos destacar aqui que mais de 70 porcento da produção nacional está concentrada nessas províncias do centro e sul de Angola, o que quer dizer que ao cuidar da agricultura familiar nessas províncias estaremos a cuidar de uma boa parte da agricultura de Angola”, enfatizou.

Disse que a exploração das experiências destas províncias e o esforço dos municípios, para o aumento da produção e da produtividade agrícola familiar, vai garantir os cinco pilares da segurança alimentar: o acesso, a disponibilidade, o consumo, a utilização e a estabilidade dos alimentos.

Mamoudu Diallo participou num seminário técnico sobre a agricultura familiar como suporte da segurança alimentar, encerrado quinta-feira, no Lubango, organizado pelo ministério da agricultura e do desenvolvimento rural, com o apoio da FAO. (ANGOP)

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