Abertura dos mercados: Bolsas europeias e petróleo em queda. Euro em alta ligeira

(Bloomberg)

As principais praças europeias estão a negociar, esta sexta-feira, em terreno negativo, com desvalorizações na casa dos 1%. Os preços do petróleo estão igualmente em queda. O euro está a negociar em alta ligeira.

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,99% para 4.970,72 pontos

Stoxx 600 recua 1,23% para 333,40 pontos

Nikkei perdeu 3,74% para 16.131,28 pontos

Juros da dívida portuguesa a 10 anos somam 1,0 pontos base para 2,952%

Euro soma 0,4% para 1,1384 dólares

Petróleo desce 0,45% para 40,15 dólares por barril em Londres

Bolsas europeias em queda
As principais bolsas europeias estão a negociar em terreno negativo. O principal índice espanhol, o IBEX35, lidera as desvalorizações no Velho Continente ao recuar 1,64%, seguido do principal índice holandês, que recua 1,60%. O Stoxx 600, índice de referência, perde 1,23%. O PSI-20 desce 0,99%. Na bolsa nacional destaque para o BCP, que recua 1,40% para 3,52 cêntimos, e a para EDP, que cai 1,18% para 3,089 euros.

No Japão, o Nikkei encerrou a desvalorizar 3,74% e o Topix recuou 3,53%. Na China, o Shanghai Composite Index terminou a sessão a subir 0,19%. Esta sexta-feira foi revelado que a actividade industrial na China cresceu em Março.

Juros abaixo dos 3%

Os juros da dívida pública portuguesa estão a negociar sem uma tendência definida no mercado secundário. A dez anos, o prazo considerado de referência, as yields somam 1,0 pontos base para 2,952%.

Dólar aproxima-se da pior semana em dois meses

A divisa norte-americana tem estado a perder terreno e está a aproximar-se da maior queda semanal em quase dois meses. A especulação que a Reserva Federal dos Estados Unidos vai manter uma política de subida das taxas de juro gradual independentemente do que os dados sobre a criação de novos postos de trabalho (“payrolls”), que vão ser revelados esta sexta-feira, mostrem, tem estado a penalizar o comportamento do dólar. Por esta altura, o euro soma 0,4% para 1,1384 dólares.

Petróleo perto da primeira queda semanal desde Fevereiro

Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais e a cotação do “ouro negro” está perto de atingir a primeira queda semanal desde Fevereiro. A produção de petróleo entre os estados-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) cresceu em Março – isto num mês em que a produção petrolífera do Irão aumentou para o nível mais elevado em quase quatro anos. O inquérito da Bloomberg realizado junto de produtores, analistas e empresas petrolíferas indica que a produção dos países da OPEP cresceu em 64 mil barris para um total de 33,09 milhões por dia em Março, o que está a penalizar a cotação do petróleo. Além disso, os dados das reservas nos EUA mantiveram os inventários de petróleo no valor mais elevado em mais de oito décadas.

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate desce 0,73% para 38,06 dólares por barril. Em Londres, o Brent do Mar do Norte recua 0,45% para 40,15 dólares por barril.

Ouro em queda ligeira
A cotação do ouro, para entrega imediata, registou uma queda ligeira. Desce 0,05% para 1.232,16 dólares por onça. De acordo com a Bloomberg, a procura europeia por ouro vai continuar forte no resto do ano de 2016 numa altura em que as taxas de juro negativas pairam sobre a região. Isto faz com que o ouro seja considerado como um investimento de refúgio, segundo disse à agência de informação a directora de marketing e vendas da Austrian Mint, Andrea Lang.

Destaques do dia

IRS separado ou conjunto: o que compensa mais? Para quem quiser continuar a entregar o IRS em conjunto com o parceiro, pouco muda – só precisa de não falhar os prazos. Quem queira testar se é mais vantajoso ir separado no IRS, precisa de ter mais cautelas.

Despesas gerais familiares: 39% dos contribuintes não recolheu as facturas necessárias. A troca da dedução pessoal pelas despesas gerais familiares poderá sair cara a muita gente. Segundo números oficiais, só 61% dos contribuintes reuniram facturas para aceder à dedução de 250 euros que antes era atribuída automaticamente. Parte pode sair prejudicada.

Santander já queria a “parte boa” do Banif no Verão do ano passado. Em Dezembro, o Totta comprou os activos e passivos que quis do Banif. Mas a instituição já queria “uma parte limitada das operações do banco” meio ano antes, segundo um ex-administrador do Banco de Portugal.

Gestor da insolvência da ex-dona do Banif atira culpas para o Estado. A Rentipar não conseguiu renegociar uma dívida com o Novo Banco e ficou sem o Banif, o seu principal activo. O encerramento da “holding” parece inevitável para o administrador de insolvência. Mas tem de se averiguar se o Estado tem culpa.

BCP já desvalorizou mais de 20%. Vai continuar a cair? O BCP perdeu 600 milhões de euros em cinco sessões. A indefinição na estratégia do banco vai continuar a pesar na negociação, dizem os analistas.

BPI tem “dois amores” para fugir ao risco na bolsa. Eram três, mas ficaram apenas duas cotadas nacionais na lista das preferidas do banco de investimento. A Jerónimo Martins, que bateu as “rivais” no PSI-20, foi excluída de um cabaz onde as espanholas brilham.

Passos Coelho entre o passado e o futuro. Os social-democratas reúnem-se este fim-de-semana em Espinho para definir estratégia para o futuro e escolher novos órgãos para o partido. Críticos de Passos Coelho não ameaçam liderança. Orçamento de 2017 será “teste” à sobrevivência.

O que vai acontecer hoje

Espanha

Data agendada para possível revisão do “rating” pela Standard & Poor’s.

Alemanha

Data agendada para possível revisão do “rating” pela Fitch.

Zona Euro

Divulgação da taxa de desemprego, relativa a Fevereiro.

EUA

São conhecidos os dados sobre a criação de novos postos de trabalho (“payrolls”) e outros indicadores laborais, relativos a Março.

Divulgação da taxa de desemprego, relativa a Março.

Publicação do indicador de confiança da Universidade do Michigan, referente a Março. (Jornal de Negocios)

por Ana Laranjeiro

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